Happier ever since

When I saw the cell phone screen, I was just surprise I could not see who was calling me. “Stupid cell phone”, I thought. In Portuguese, I said “Alô?”, trying to be sympathetic with someone who I might not know.

From that minute to then, I became a different person. Exactly one year ago, in an (apparently) ordinary afternoon, my life changed and I’ve been a happier person.

From that minute to then, I could understand that dreams are possible to reach, with effort and compromise.

Sonia Ziadè, directly from Washington, District of Columbia, talked to in a low voice, calm. The interview was fast, but I still remember her questions.

But what really remains from that call were these words: “And… what iI tell you that you got this scholarship?”

And even one year later, the sound of this phrase echoes in my head. Fortunately.

Defeitos em Twilight que todos sabem, mas continuam amando

Antes de tudo, tenho de dizer para todos, fãs ou odiadores da série Twilight, que eu sou viciada em cada palavra contida nos quatro livros. “Nunca antes na história” dessa minha vida eu experimentei algo tão intenso (Harry Potter é diferente, melhor). Massss… isso não faz com que eu não percebesse as falhas ou coisas que eu não concordo / gosto no enredo.

Aqui vai a lista. Mas, sério: se você não leu até a última letra de Amanhecer, nem comece. Váááários spoliers estarão logo abaixo:

1. Inexistente

Vampiros e werewolves até se tornam reais perto daquele amor que Edward e Bella sentem um pelo outro. Aquilo não existe, juro! Bella só tem 17 anos, e, até onde sei, a personalidade de uma pessoa só é formada completamente aos 30 anos. Uma adolescente, que é o que ela é, dificilmente ama como uma pessoa de 109 anos – o Edward.

Falando nele, tenho uma teoria para esse amor. O cara viveu durante décadas lendo as mentes alheias e NUNCA encontrou um amor? Como assim? E lindo daquele jeito? O que a Bella tem de diferente? Ah, já sei! ELE NÃO LÊ A MENTE DELA, POR ISSO SE APAIXONA. Aqui, cabem duas idéias: ou ele fica tão intrigado e curioso que acaba apaixonando-se (acho plausível, mas difícil) ou, como não a conhece profundamente, não vê todos os seus defeitos da mesma forma que vê nos outros. Saber o que o outro está pensando inclui ver maldades, invejas e todos os sentimentos naturais ao ser humano. Mas ele não vê isso em Bella. Simples assim.

2. Cadê o clímax?

James, Voultori, Victória, Voultori de novo… São quatro livros amarrados pelo romance do casal e pelo perigo iminente da morte. Se vocês analisarem, tudo começa com uma simples vontade por parte de James de morder a Bella. E as consequências disso desenrolam-se por quatro livros?!?! Fala sério?! Se fosse um Voldemort ainda, mas era só um vampiro galera!!

3. Sem lágrimas, com esperma

Vamos supor, só supor, que vampiros existam. De acordo com Stephanie Meyer, o corpo de um vampiro não é como o de um humano: não transpira, não necessita de comida e por isso não defeca ou faz xixi, não chora… Mas produz E armazena espermatozóides?? Como Edward não consegue chorar uma lágrima sequer mas consegue (com um esperma de 109 ANOS!!!) engravidar a Bella em menos de 1 semana??

4. Ócio preguiçoso

A autora justifica a renda dos Cullen pela acumulação de riqueza nas centenas de anos e pela vidência de Alice. Até aí, beleza. O sistema capitalista permite isso numa boa. Mas tirando Carlisle e Esme, o que aquela cambada de vampiros fazem o dia inteiro?? Trocar de cidades para frequentar novas escolas pode ser divertido no começo, mas acho que eles já estavam com pé no saco disso… Aliás, sem facul, o que a Bella vai fazer no resto da vida, ops, existência dela?

5. Just shopping, baby

A história do Patinho Feio traz mais lições e ensinamentos do que a saga inteira de Crepúsculo. Tudo bem, escolha da autora que quis só nos entreter nos encher de lixo. Mas ela coloca um monte de ensinamentos sobre a moral, como casar virgem e não abortar, e, ao mesmo tempo, incentiva o consumo? Acho a Alice super legal, juro, mas é tipo shopaholic!! Os carros, as roupas dos Cullen… Não que Bella ou Edward pareçam dar importância a tudo isso, mas fica na cabeça da garotada, né?!

Delimitação da área: caro ou barato para os brasileiros?

Em setembro, foi aprovada uma medida que delimita as areas onde cana-de-açúcar pode ser produzida no Brasil. Amazônia, Pantanal e outras regiões devem ser preservadas, de acordo com a lei.

Escrevi minha opinião sobre o assunto. Quem se interessa pelo tema, fique à vontade. ;)

******

Se plantar cana-de-açúcar fosse receita de sucesso para o Brasil, nosso país deveria estar nadando em dinheiro há muitos anos. O que, evidentemente, não aconteceu.

Claro que não se pode negar o valor mercantil dessa tão cobiçada planta. Seus derivados podem alimentar seres humanos ou automobilísticos. Mas eu ainda acredito que as conseqüências sócio-ambientais de sua produção devem ser pensadas em primeiro lugar, ao invés de seus resultados financeiros.

Quando no século XVII os conceitos de mercantilismo, feudalismo e escravidão coexistiam num mesmo espaço geográfico – o engenho de açúcar -, ninguém poderia imaginar que aquele Nordeste tão rico seria a região mais pobre dali a alguns anos.

cana

Hoje, todos sabem que a produção de cana-de-açúcar pode implicar (e em geral o faz) em danos ao meio ambiente (poluição, mau uso da terra, etc.) e empregos em regime de semi-escravidão. Assim, se o governo delimitou essas áreas para proteger o meio ambiente e a sociedade em geral, cabem aqui meus parabéns.

A produção sustentável é, a meu ver, a melhor solução para nós. Contudo, esse conceito não permite alimentar a demanda mundial de forma desenfreada e com foco no lucro. Por mais tecnologias que se criem, deve-se lembrar que natureza não é indústria, assim como seres humanos não são máquinas.

Ficam as dúvidas: quais são as melhores formas dessas áreas serem bem aproveitadas? Qual a relação entre elas e o aumento de concentração de terra no Brasil? Como as indústrias sucroalcooleiras adaptar-se-ão a essa medida, assim como seu lobby?

Com o decreto assinado em setembro, acredito que os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura) e Carlos Minc (Meio Ambiente) deverão, a partir de agora, mostrar efetivamente como se dará a relação oferta/demanda. Afinal, mais importante que lançar a medida como projeto de lei em 2010 visando às eleições e fazer propaganda de um Brasil verde no exterior, o governo terá que mostrar para a população que delimitar áreas para plantação de cana é o melhor a se fazer numa época em que açúcar (quase) vale ouro.

2 anos e 2 dias

Em tempos de twitter, ter um blog nem representa tanta coisa assim: todo mundo sabe como é,  como funciona e posta o que bem entende para o mundo.

Ter o meu blog me ajudou em tantas coisas… Pude registrar sensações e momentos que teriam ficado no passado caso esse espaço não existisse. Mais do que compartilhar opiniões, em geral eu escrevo para mim mesma, para que depois eu possa reler e lembrar daquele exato instante. Como foi o dia 10/10/07, dia de meu primeiro post.

E nesses dois anos e dois dias de blogueira, inventei e desinventei formas de blogar. Hoje, escrevo quando tenho vontade e assunto. Talvez isso tenha acontecido com menos freqüência, mas os posts são cada vez mais verdadeiros.

Ainda não estou satisfeita com layout, todo o conteúdo, mas espero ir melhorando aos poucos. O importante, para mim, é não parar de escrever. Nunca.

Apanhado da semana

Seguindo a pirâmide invertida, segue a maior novidade desde que postei: troquei de estágio. Saí da House após 1 mês e 18 dias e, apesar de ter adorado o tempo que fiquei lá, estou super feliz. Amanhã começo em uma assessoria no qual posso ficar por 4 horas. Isso significa mais tempo para procrastinar estudar e fazer o maldito bendito TGI.

Mas descobri que não é tão fácil assim aceitar um emprego só porque você vai ganhar mais e trabalhar menos. Existem pessoas às quais você se afeiçoa… E o que fazer com elas? Pessoas que você convive 6, 7 horas/dia?

********

Esse TGI está me traumatizando. Sério. No fim da facul, provavelmente nunca vou querer ouvir falar de América do Sul e o escambal. Mas, por enquanto, ainda estou amando.

*******

Vi a peça da Denise Fraga ontem, A Alma Boa de Setsuan. Fica um pouco cansativa no meio, mas o final vale a pena.

*******

Enfim, nada de super-hiper-mega legal para compartilhar. Ainda me sentindo um big cliché ambulante.

Nadando em águas passadas

Ok, título brega, mas que combina com o dia.

swimming

Após mais de três anos, voltei a nadar. Os motivos? Além de praticar exercício físico para: emagrecer, emagrecer, emagrecer e dar mais energia para aguentar o dia, acho que é uma boa forma para dar uma refrescada nesse verão inverno.

Antes de entrar na água, vááárias memórias passaram por mim. Eu e minha irmã, eternas companheiras de aventuras, nadamos juntas por muitos anos. E não gostávamos, pelo menos no começo.

Aí, trapaceávamos de todas as formas possíveis. Tipo ficar enrolando sempre que acabávamos uma piscina (só ida); nadávamos iguais a tartarugas; nossas borboletas pareciam lagartas e os pulos da Yasmin, bem, só comento que ela conseguiu dar uma cambalhota num espaço de meio metro antes de chegar à água.

Mas ontem, acima de tudo isso, o que predominava era gratidão por meus pais. Eles não precisavam ter investido nisso… Poderiam ter gastado com outras coisas para eles, viagens, roupas, cursos… Mas preferiram a mim e minhas irmãs. Na época eu não sabia da importância desse investimento, mas acho que o dia desse resgate chegou. Ainda bem.

 

Quem sabe o Bin leia…

image0031

O começo do fim

mackenzie

E meu último ano no Mackenzie começou há alguns dias. E o clichê de que no fim pensamos no começo não pode ser evitado. Tudo é uma última vez: o último 20 de agosto que passei lá como estudante; as últimas vezes que vejo colegas que estudaram comigo e estão formando-se agora em dezembro.

Mas eu entrei numa sala nova, com pessoas que nunca vi antes. Não sei quem é do fundão, quem é puxa-saco, quem é super legal ou de quem eu vou sentir falta. Como tudo que é novo e diferente dá medo, fiquei encolhidinha nos primeiros dias. Mas agoras as coisas já estão fluindo.

Estágio novo, sala nova, nova Yohana. Apesar do meu eterno desespero e ansiedade, tem um bichinho me dizendo que tudo vai dar certo. Se eu sobrevivi até aqui, acho que ainda rola mais um ano, né?

By the way, o famoso e temido TGI chegou, e já causando. Meu tema, ainda não 100% definido: o impacto da UNASUL no Brasil. E é por causa dele que meus posts serão mais… raros? Não tanto, mas escreverei menos – ou o máximo que puder. Juro.

E no começo era tudo festa, novo, fácil e ao mesmo tempo impossível. Hmmm… pensando bem, as coisas não mudaram muito.

Sinusite alérgica

Ontem dei uma lida no meu antigo blog. Bateu uma saudade daqueles posts… Ou de como eu costumava escrever sem me preocupar com a repercussão. Não que meus textos sejam hiper-mega populares, mas eu sempre penso em quem está lendo minhas palavras.

Daí que resolvi parar de pensar nisso, sabe? Vou recomeçar a escrever por prazer, para me ler, sei lá, para compartilhar com o mundo.

Só que não hoje, tá? Nunca tive uma crise de sinusite alérgica, e essa primeira experiência está sendo meio traumatizante.

E outra: ainda me sinto um livro recheado de clichês. Nem eu me agüento as vezes.

Só para aproveitar a data: comecei no meu novo estágio hoje. Parabéns para mim. ;)

Inté!

Writer’s block

Blogueira passando por um período piegas e sem inspiração nenhuma. Mais do que ninguém, espero postar algo (interessante) em breve. ;)

Desistência do possível

Eu sempre acreditei que todos os seres nascem bons e que o meio os corrompem. Determinismo puro. Mais do que isso, minha crença também envolvia que há um destino certo para todos nós, e bom destinos por sinal – basta escolher o caminho.

Alma gêmea, vida após a morte, felicidade no emprego, dinheiro não é tudo, blá blá blá.

E logo que cheguei ao Brasil, justamente após realizar meu grande sonho, desacreditei de tudo.

Comecei a achar que a vida seria mais simples se acharmos que o mundo é ruim mesmo, que a felicidade é uma utopia, que eu seria gorda forever and ever e que o ápice da vida, bem, simplesmente não há.

Se alguém já viu o filme Whisky, sabe do que estou falando. Afinal, por que cargas d’água eu iria alcançar meus objetivos, ser feliz e o escambal se ninguém consegue?

E nesses 2 meses eu me sentia perdida. Sabe, como se você mudasse de casa sem ter participado da mudança?

Não me reconhecia, não sabia mais como encarar o mundo. Minhas teorias-super-bem-formuladas-de-vida-feliz não serviam mais. E aí, que porra eu faria agora?

Trabalhar só para ganhar dinheiro? Namorar só para exibir? Ter amigos só para beber? Acreditar em Deus só para pedir?

Blah.

ewww

I´m back. Em toda minha forma feliz e utópica, muito obrigada. Vou ler Pequeno Princípe (de novo), lutar para encontrar meu (pelo menos) sapo encantado, não desistir do emprego dos meus sonhos e, o mais importante: voltar a acreditar no amor d’Ele.

ps: Espero continuar com esse bom humor pelo menos até semana que vem, quando as aulas e o trampo novo começam. Wish me luck!

Maria, a manicure baiana

Ontem, fazendo mão e pé, Maria – que vi pela primeira vez – começou calada, talvez vendo que eu estava entretida em minha leitura. Quando começou a fazer minhas mãos, desembestou a falar.

Baiana de 58 anos, simpaticíssima, veio a SP aos 14, casou aos 17, ficou 18 anos casada, teve 1 filho e separou-se em 1989. Depois disso, teve 3 namorados – sendo um japonês, a quem lembra com carinho, dizendo que foi ao Japão e não voltou mais.

E está solteira. Seu filho, de trinta e poucos anos, mora com ela.

Vaidosa, cabelos curtos tingidos, pouca maquiagem e  piercing no dente. Como toda manicure, suas unhas não estavam feitas.

Afirmava a todo momento que não queria casar, só namorar. Um caso aqui, outro ali…

Enquanto fazia seu trabalho, entrou no recinto um cara de meia-idade, que logo se sentou numa das cadeiras. Uma mulher logo começou a fazer seu serviço – aparar os pêlos da orelha (sim gente – isso é necessário e fico feliz que há pessoas como ele que sabem disso). Foi embora meia hora depois, sem pagar.

Maria chama: “Neide, venha cá! Neide!!”. Ela me conta que Neide, uma das cabeleireias, é a irmã do homem que acabara de sair. Eu não percebi, mas Neide havia dito a ele que ela (Maria) estava solteira, e que poderiam sair juntos, por quê não?

Maria me conta que ficou com vergonha, não precisava daquilo. Afinal, quem precisa de homens?

Mas no fim, puxou a Neide de lado e cochichou: “Pode dizer a ele que gosto muito de dançar. Se um dia ele quiser sair, é só me levar para dançar. Mas só dançar, hein?!”.

E ali, por trás daqueles óculos e rugas de 58 anos, havia uma menina, só pedindo um par de dança.

Post nada ideal

Se você está cansado das aulas maravilhosas de psicologia; se você já teve orgasmos nas aulas de filosofia mas não os quer mais; e se você precisa de idéias mais simplistas, capazes de no máximo fazerem você rir…

Seus problemas acabaram!

Sim, este post é sobre mais uma teoria minha. Da minha própria pessoa – filosofia de boteco pura.

Já imaginou se todas as pessoas que você ama, gosta, convive ou atura são invisíveis? Não com toda esse exagero, porém com essa base é feito o filme “A Mulher Invisível”. Filmaço de Claudio Torres (sim, irmão da Fernanda, filho da Fernanda e do Fernando) com Selton Mello. Mas não é sobre o filme que quero falar.

Em uma das falas, há a citação sobre a palavra ideal. Aquilo que está ou vem das idéias, e por isso só pode ficar lá, né? Pois é. Nunca tinha pensado nisso. Quantas vezes já usei tal adjetivo, qualificando como a palavra perfeita para descrever pessoas, sonhos, lugares. Desejar que algo ideal aconteça é meio contraditório… É aceitar, ao mesmo tempo, que aquilo que se deseja não possa ser idealizado – por definição.

Já ouvi conselhos de pessoas que, procurando um parceiro, fizeram uma lista das características que o (a) companheiro (a) deveria ter. Ou de pessoas que fizeram o mesmo com um emprego. Casa. Carro. Filhos. A lista pode ser enorme – vai aonde sua imaginação puder.principe encantado

Não sou contra listas. Mas, siga a titia aqui: quando você “esquematiza” algo no papel, está de alguma forma idealizando algo, certo? Mais do que objetivos a serem seguidos, você cria expectativas para algo que só existe… na sua cabeça.

É legal planejar? Claro que é. (Quase) tudo que consegui na vida foi planejando. Impondo metas a mim mesma. Mas metas subjetivas – eu poderia seguir por várias estradas para chegar aonde cheguei.

Então porquê eu insisto em idealizar tanto? Nunca fiz listinhas, mas deixo minha mente viajar idealizando pessoas. Praticamente inventando ocasiões, atos, respostas, vozes… Escapismo: sinto como se tivesse achado um lugar perfeito em minha mente , onde só eu posso entrar. Um lugar ideal.

E graças às boas gargalhadas resultantes do filme de hoje  e de minha filosofia barata também resultante do longa, lanço a campanha: não à idealização. Não às pessoas ideais. Não às relações, amigos, empregos ideais.

Afinal, lutar pelo que realmente pode acontecer deve ser tão mais fácil.

*****

SPOILER

Foi realmente necessário que a Luana Piovani ficasse 99,9% do tempo com calcinha e sutiã? E nós, mulheres, ficamos a ver navios! Isso é assunto para outros posts, mas já lanço outra campanha aqui: chega de nudez feminina. Nudez a todos, homens e mulheres, ou nudez a ninguém!

Meu amor por Celso Amorim

Ok, ok. Reconheço a hipérbole do título, afinal nem conheço o senhor ministro tanto assim. Nada além de entrevistas na mídia, a wikipédia e seu currículo oficial (onde constam os nomes de seus quatro rebentos).

Mas que ele é o cara, isso ele é.

Segunda-feira, 22/06/09, ele esteve no Roda Viva “enfrentando” jornalistas famintos por informações esclarecedoras. Eu posso não ser especialista, mas qualquer zé mané pode ver a desenvoltura de Amorim para falar do mundo. Sem gaguejar, sem grandes pausas, falou sobre os inúmeros consulados brasileiros África a fora, sobre o almejo (ou não) a um lugar no Conselho de Segurança da ONU, sobre as atitudes de seu querido chefinho, o seu Lula, e etc.

Eu, que A-MO internacional, ria sozinha em frente a TV parecendo uma boba com cada resposta de Celso. Senti vergonha alheia pelo correspondente estadunidense da News Week que esteve lá, perguntando sobre a política interncional do Brasil, e ouvindo Amorim dizendo indiretas sobre as ações (imperialistas) ianques no planeta.

370--Celso_Amorim

Nosso ministro de relações exteriores deixou claro, várias vezes, que a política de intervencionismo não é a melhor. “Não adianta pendurar diplomas dizendo que se participou desse ou daquele conselho, dizendo a outros países quais devem ser suas atitudes diante de assuntos internos”. Para Amorim (e para mim), a melhor saída é sempre o diálogo.

Há alguns que acreditam que essa posição do Brasil de abster-se e tentar mantrer-se neutro é ruim. Na minha opinião, penso o contrário, e basta colocar-se na situação de qualquer país invadido (não só) pelos Estados Unidos: você gostaria que forças armadas de outro país, tipo da França, fossem ao Rio e invadissem os morros cariocas para combater traficantes de drogas?

A ironia vem de Lula (claro), que em algumas vezes posicionou-se (talvez) antes de conversar com o ministro. Hoje, frente ao golpe em Honduras, Lula afirmou que “Não podemos aceitar mais, na América Latina, alguém querer resolver o seu problema de poder pela via do golpe”. A questão é como será demonstrada essa não aceitação (até esse minuto, a atitude foi de não reenviar o embaixador brasileiro ao país, que estava por aqui de férias).

Claro que o Brasil não é o exemplo ideal a ser seguido. Tenho certeza que algumas pautas nunca foram tratadas com clareza, como a presença de nosso exército (mesmo que como forças de paz) no Haiti. Contudo, com o nosso famoso jeitinho, temos muitos mais amigos e colegas países nesse mundão de meu Deus do que outros por aí.

Um santo postou o programa na íntegra no You Tube. Salve o link, prepare as pipocas e deixe o show começar.

Ócio criativo

ocioEm meio as minhas “mini” férias, tenho tido a oportunidade de ouvir, ver e ler muito. Mas muito mesmo. E com tempo sobrando, até aquela eterna faxina no guarda-roupas eu já fiz. Conseqüentemente, tenho vááários assuntos que dariam ótimos posts. Abaixo, segue um resumo sem-vergonnha do que mais me chamou atenção nos últimos dias. Em breve, textos mais profundos! ;)

******

A Dambisa Moyo estava em uma entrevista com Jorge Pontual há alguns dias na Globo News. Posso confessar? Bateu um orgulhozinho saber que euzinha aqui já havia entrevistado-a, e que o Pontual lá estava meio atrasado no assunto. Ela, economista nascida no Zâmbia, escreveu livro onde defende o fim de determinadas ajudas financeiras a seu continente de nascença. (Ok, entrego para você: a Zâmbina fica na África).

******

Gabriela Silva Leite, no Roda Viva, estava maravilhosa. Ela, apesar de ser criadora da ONG Davida, é mais conhecida pela Daspu e por ter sido puta, como autodefine-se. Estudava na USP nos anos 70 e quis saber como era a vida das prostitutas. Acabou gostando e fazendo sua vida rodeada de meretrizes. Defende a regulamentação da profissão, que julga ser tão digna tanto quanto outras. Seu livro, “Filha, Mãe, Avó e Puta“, está na minha (infinita)  lista-de-obras-que-quero-muito ler.

******

Falando em livros, após ser infectada por Stephenie Meyer e sua quadrilogia de Crepúsculo, mergulhei nas vidas de Rob J. Coles. O Físico e o Xamã não saem de minhas maõs, olhos e pensamento – o que não é pouca coisa, já que Edward e Bella são personagens meio.. fixos, se é que você, fã de Twilight,  me entende. Mérito de Noah Gordon.

******

Preenchendo fichas e fichas e páginas e páginas de estágios na internet. Se alguém nunca se sentiu meio “nunca-vão-ler-isso”, levante a mão e junte-se ao clube. Não custa tentar, né? ;)

******

E sim. Estou indignada com a abolição, ops, com o fim da obrigatoriedade do diploma para jornalistas. O ensino superior precisa de reformas (jura? nem dava para perceber!!), mas acabar com o diploma não resolve a situação. Informação é coisa séria, e o mínimo que se pode esperar é uma formação superior. Ali, o futuro periodista poderá refletir sobre sua profissão, ampliar sua mente com opiniões alheias e, claro, estudar a fundo o que fará quando tornar-se um foca.

Keep breathing

deep-breath

Eu tenho milhões de assuntos para escrever. Minha loucura, sempre constante, não deixa meus pensamentos refrearem-se nem por um só segundo. Eu poderia começar pela felicidade pontual de poder usar acentos novamente. Por andar pelas ruas da minha cidade, sentir o sol brasileiro. Ver o rosto de pessoas queridas, e ver que eu, inacreditavelmente, fiz falta.

Também poderia colocar aqui todas as mudanças que eu demorei a perceber em mim mesma. Como eu voltei de uma forma… diferente. Melhor? Pior? Também poderia escrever sobre minha procura a um juiz para me dizer isso. Alguém que visse minha alma, e entendesse minha loucura.

Mas duas semanas já se passaram desde que eu cheguei. Washington, New York… Tudo já faz parte de um sonho distante, tão conflitante com essa realidade tão indesejada.

Ou seja, em uma forma mais direta: não estou pronta para escrever. Às vezes tenho que lembrar que isso é um blog, e que outros olhos além dos meus leem. E se eu publicasse aqui tudo, mas tudo mesmo, muitas lágrimas iriam rolar, muita gente sairia magoada. Pura incompreensão, claro.

Até lá, eu só tenho que continuar respirando. Em milhares de momentos da minha vida, foi esse ato, aparentemente tão insignificante, that kept me alive.

Até quando, eu pergunto, dessa vez?

Saindo de Washington, D.C.

Sao exatamente 07 e 35 da manha. Meu onibus para Nova York sai exatamente as 10, entao vou sair do predio as 8 em ponto.

Por isso, nao tenho muito tempo para escrever tudo o que tinha pensado. Quinze semanas em Washington… Quem imaginou que eu sobreviveria? Nem eu mesma acredito.

Em poucas palavras: saudades de algumas pessoas, alivio por nao ter mais que conviver com algumas delas, alegria de ir a NY e medo do futuro (incerto?) que me espera no Brasil.

Posso fazer um pedido? Reze por mim, deseje boa sorte. E canalize tudo isso para minha bagagem: porque eu tenho certeza que vai estourar. Sabe aquela historia de Arquimedes: “Dois corpos nao ocupam o mesmo lugar no espaco”? Entao. Tenho certeza que eu fiz um milagre fisico, mas acho que nao vai durar muito.

Entao, ate mais, au revoir, see you soon!

ps: adoraria escrever mais aqui, mas vai ficar dificil essa semana. Alem de nao saber quando acessarei um computador novamente, pretendo sugar o maximo possivel da Big Apple. Prometo tentar recompensar quando chegar em sampa, beleza? ;)

ps2: comprei ontem o Breaking Down, o quarto livro da serie Twilight. Adivinha o que eu fazer durante a viagem no onibus? Quatro horas vao passar voando…. hehehe

1792 paginas, and counting

Eu avisei que estaria fissurada em Twilight nesses proximos dias, entao adivinha sobre o que eu vou falar?

Nao, nada de spoilers. Nao vou falar dos personagens, nem de suas historias. Minha preocupacao eh outra.

Sera que eh normal alguem ficar assim por causa de algumas centenas de paginas da mesma forma que estou agora????

Juro que estou quase ficando louca. Ontem, depois de uma baita chuva, vento forte e tremendo de frio, cheguei em casa e meu corpo implorando por um banho quente e uma caneca de cha.

Mas minha cabeca venceu. Consegui me distrair por 2 minutos, o tempo exato para o preparo de um capuccino. Peguei o copo, o livro, e me ajustei na cadeira dura e desconfortavel da sala.

E la fiquei, das 10pm ate as 3am. Quase sem piscar, quase sem respirar. Esqueci todas as dores, meu pensamento so se dirigia aquelas letras.

Mesmo com alguns spoilers que minha roomate acabou soltando, tentei nao me abalar. E assim, em plena madrugada de terca-feira, eu terminei Eclipse, o terceiro da saga.

Foram cerca de 1792 paginas em ingles lidas em uma semana exata, paginas lidas como poucas vezes o fiz. O merito, claro, fica para Stephenie Meyer, a autora.

Gracas a Deus, ainda tem mais um, o ultimo. Nao prometo, mas tenho certeza que se eu comeca-lo pela manha, vou passar o dia inteiro, ate o final. Alias, separei sexta-feira justamente para isso. Quero ir a New York descancada, com a cabeca no lugar e conseguindo respirar.

Agora que ja acabei, eu deixo vai: pode me chamar de louca, por que eu sei que estou ficando doidinha! hehe

Ate a ultima gota

covers

Todos os dias, fico rodeada de assuntos que poderiam passar por aqui. Cada passo, cada pensamento daria para transformar-se num post.

Sempre tenho varias ideias, e em geral comeco um texto sabendo seu final.

Mas minha mente parou – de respirar, pensar, imaginar. Esqueci todos os assuntos sobre os quais gostaria de compartilhar aqui. Vai parecer ridiculo, eu sei, mas pelo menos estou sendo sincera. Da um credito, ne?

Ando nas ruas parecendo uma louca, lendo ate chegar a porta. Acordo, e mesmo antes de minhas maos conseguirem se mexer, eu ja estou virando paginas. Nem estou pensando que daqui a uma semana estarei em NY.

Twilight. New Moon. Ai no Brasil: Crepusculo. Lua Nova.

Se voce nao sabe do que se trata, usa o bom e velho google ou fica mais esperto enquanto ve TV e anda nas ruas. Porque todo mundo sabe o que eh isso.

Enfim. So para avisar que vai ser dificil postar enquanto eu nao terminar os outros dois.

Beijo, me twitta.

ps: doi no coracao dizer isso, mas, por enquanto, acho que a serie esta um tiquinho melhor que Harry Potter, que eh bastante comparado.

50 anos

E quando eu for mãe, e segurar minha cria pela primeira vez nos braços, só vou ter um pedido a Deus.

Eu não saberei se aquela criatura será feliz, se ela vai gostar mais de abacate ou de morango amassado com açúcar.

Tenho certeza que vou temer cada momento que ela não estiver perto de mim, imaginando os apuros que poderá passar, e em quantas esquinas poderá se perder.

Enquanto segurar meu bebe, ainda sujo do meu próprio sangue, vou olhar ao meu redor para encarar médicos e enfermeiras, e imaginar como meu filhote vai seguir o caminho da vida.

E eu só vou ter um pedido a Deus.

Vou implorar ao Cara lá de cima que eu consiga ser pelo menos metade do que meu pai foi para mim.

Que eu consiga fazer meu filho feliz o quanto o papai me fez feliz.

Vou rezar pedindo que minha cria sinta o mesmo orgulho de mim da mesma forma que sinto pelo meu pai.

Ele, que tantas e tantas vezes foi a minha única certeza, a minha única metáfora de como deve ser Deus, um verdadeiro pai.

Vou ajoelhar e falar com Deus. Que eu saiba mostrar ao meu bebe que a vida sempre vale a pena, que o bom sempre vence o mau, e que, no fim, tudo ficara bem.

Porque foi isso que eu aprendi com meu pai.

E quando eu completar 50 anos, vou lembrar do 5 de Maio de 2009. E vou lembrar que de todos os lugares do mundo que eu gostaria de estar, só há um:

Ao lado do meu pai, para dizer o quanto eu o amo e o quanto seus 50 anos de vida fizeram feliz milhares de pessoas.

E depois que eu sair da sala de parto, e esperar pelas flores no meu quarto, vou estar aliviada de ter feito a oração certa a Deus.

A de tentar ser tão boa quanto meu pai é.

Parabéns, papai.

********************

ps: para todos aqueles que sabem da minha rejeicao quanto a ter filhos, eis a explicacao. O medo de nao saber criar tao bem uma familia quanto meu pai o fez.

 

Próxima Página »