Ontem, fazendo mão e pé, Maria – que vi pela primeira vez – começou calada, talvez vendo que eu estava entretida em minha leitura. Quando começou a fazer minhas mãos, desembestou a falar.
Baiana de 58 anos, simpaticíssima, veio a SP aos 14, casou aos 17, ficou 18 anos casada, teve 1 filho e separou-se em 1989. Depois disso, teve 3 namorados – sendo um japonês, a quem lembra com carinho, dizendo que foi ao Japão e não voltou mais.
E está solteira. Seu filho, de trinta e poucos anos, mora com ela.
Vaidosa, cabelos curtos tingidos, pouca maquiagem e piercing no dente. Como toda manicure, suas unhas não estavam feitas.
Afirmava a todo momento que não queria casar, só namorar. Um caso aqui, outro ali…
Enquanto fazia seu trabalho, entrou no recinto um cara de meia-idade, que logo se sentou numa das cadeiras. Uma mulher logo começou a fazer seu serviço – aparar os pêlos da orelha (sim gente – isso é necessário e fico feliz que há pessoas como ele que sabem disso). Foi embora meia hora depois, sem pagar.
Maria chama: “Neide, venha cá! Neide!!”. Ela me conta que Neide, uma das cabeleireias, é a irmã do homem que acabara de sair. Eu não percebi, mas Neide havia dito a ele que ela (Maria) estava solteira, e que poderiam sair juntos, por quê não?
Maria me conta que ficou com vergonha, não precisava daquilo. Afinal, quem precisa de homens?
Mas no fim, puxou a Neide de lado e cochichou: “Pode dizer a ele que gosto muito de dançar. Se um dia ele quiser sair, é só me levar para dançar. Mas só dançar, hein?!”.
E ali, por trás daqueles óculos e rugas de 58 anos, havia uma menina, só pedindo um par de dança.
Se você está cansado das aulas maravilhosas de psicologia; se você já teve orgasmos nas aulas de filosofia mas não os quer mais; e se você precisa de idéias mais simplistas, capazes de no máximo fazerem você rir…
Seus problemas acabaram!
Sim, este post é sobre mais uma teoria minha. Da minha própria pessoa – filosofia de boteco pura.
Já imaginou se todas as pessoas que você ama, gosta, convive ou atura são invisíveis? Não com toda esse exagero, porém com essa base é feito o filme “A Mulher Invisível”. Filmaço de Claudio Torres (sim, irmão da Fernanda, filho da Fernanda e do Fernando) com Selton Mello. Mas não é sobre o filme que quero falar.
Em uma das falas, há a citação sobre a palavra ideal. Aquilo que está ou vem das idéias, e por isso só pode ficar lá, né? Pois é. Nunca tinha pensado nisso. Quantas vezes já usei tal adjetivo, qualificando como a palavra perfeita para descrever pessoas, sonhos, lugares. Desejar que algo ideal aconteça é meio contraditório… É aceitar, ao mesmo tempo, que aquilo que se deseja não possa ser idealizado – por definição.
Já ouvi conselhos de pessoas que, procurando um parceiro, fizeram uma lista das características que o (a) companheiro (a) deveria ter. Ou de pessoas que fizeram o mesmo com um emprego. Casa. Carro. Filhos. A lista pode ser enorme – vai aonde sua imaginação puder.
Não sou contra listas. Mas, siga a titia aqui: quando você “esquematiza” algo no papel, está de alguma forma idealizando algo, certo? Mais do que objetivos a serem seguidos, você cria expectativas para algo que só existe… na sua cabeça.
É legal planejar? Claro que é. (Quase) tudo que consegui na vida foi planejando. Impondo metas a mim mesma. Mas metas subjetivas – eu poderia seguir por várias estradas para chegar aonde cheguei.
Então porquê eu insisto em idealizar tanto? Nunca fiz listinhas, mas deixo minha mente viajar idealizando pessoas. Praticamente inventando ocasiões, atos, respostas, vozes… Escapismo: sinto como se tivesse achado um lugar perfeito em minha mente , onde só eu posso entrar. Um lugar ideal.
E graças às boas gargalhadas resultantes do filme de hoje e de minha filosofia barata também resultante do longa, lanço a campanha: não à idealização. Não às pessoas ideais. Não às relações, amigos, empregos ideais.
Afinal, lutar pelo que realmente pode acontecer deve ser tão mais fácil.
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SPOILER
Foi realmente necessário que a Luana Piovani ficasse 99,9% do tempo com calcinha e sutiã? E nós, mulheres, ficamos a ver navios! Isso é assunto para outros posts, mas já lanço outra campanha aqui: chega de nudez feminina. Nudez a todos, homens e mulheres, ou nudez a ninguém!
Ok, ok. Reconheço a hipérbole do título, afinal nem conheço o senhor ministro tanto assim. Nada além de entrevistas na mídia, a wikipédia e seu currículo oficial (onde constam os nomes de seus quatro rebentos).
Mas que ele é o cara, isso ele é.
Segunda-feira, 22/06/09, ele esteve no Roda Viva “enfrentando” jornalistas famintos por informações esclarecedoras. Eu posso não ser especialista, mas qualquer zé mané pode ver a desenvoltura de Amorim para falar do mundo. Sem gaguejar, sem grandes pausas, falou sobre os inúmeros consulados brasileiros África a fora, sobre o almejo (ou não) a um lugar no Conselho de Segurança da ONU, sobre as atitudes de seu querido chefinho, o seu Lula, e etc.
Eu, que A-MO internacional, ria sozinha em frente a TV parecendo uma boba com cada resposta de Celso. Senti vergonha alheia pelo correspondente estadunidense da News Week que esteve lá, perguntando sobre a política interncional do Brasil, e ouvindo Amorim dizendo indiretas sobre as ações (imperialistas) ianques no planeta.
Nosso ministro de relações exteriores deixou claro, várias vezes, que a política de intervencionismo não é a melhor. “Não adianta pendurar diplomas dizendo que se participou desse ou daquele conselho, dizendo a outros países quais devem ser suas atitudes diante de assuntos internos”. Para Amorim (e para mim), a melhor saída é sempre o diálogo.
Há alguns que acreditam que essa posição do Brasil de abster-se e tentar mantrer-se neutro é ruim. Na minha opinião, penso o contrário, e basta colocar-se na situação de qualquer país invadido (não só) pelos Estados Unidos: você gostaria que forças armadas de outro país, tipo da França, fossem ao Rio e invadissem os morros cariocas para combater traficantes de drogas?
A ironia vem de Lula (claro), que em algumas vezes posicionou-se (talvez) antes de conversar com o ministro. Hoje, frente ao golpe em Honduras, Lula afirmou que “Não podemos aceitar mais, na América Latina, alguém querer resolver o seu problema de poder pela via do golpe”. A questão é como será demonstrada essa não aceitação (até esse minuto, a atitude foi de não reenviar o embaixador brasileiro ao país, que estava por aqui de férias).
Claro que o Brasil não é o exemplo ideal a ser seguido. Tenho certeza que algumas pautas nunca foram tratadas com clareza, como a presença de nosso exército (mesmo que como forças de paz) no Haiti. Contudo, com o nosso famoso jeitinho, temos muitos mais amigos e colegas países nesse mundão de meu Deus do que outros por aí.
Um santo postou o programa na íntegra no You Tube. Salve o link, prepare as pipocas e deixe o show começar.
Em meio as minhas “mini” férias, tenho tido a oportunidade de ouvir, ver e ler muito. Mas muito mesmo. E com tempo sobrando, até aquela eterna faxina no guarda-roupas eu já fiz. Conseqüentemente, tenho vááários assuntos que dariam ótimos posts. Abaixo, segue um resumo sem-vergonnha do que mais me chamou atenção nos últimos dias. Em breve, textos mais profundos! ;)
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A Dambisa Moyo estava em uma entrevista com Jorge Pontual há alguns dias na Globo News. Posso confessar? Bateu um orgulhozinho saber que euzinha aqui já havia entrevistado-a, e que o Pontual lá estava meio atrasado no assunto. Ela, economista nascida no Zâmbia, escreveu livro onde defende o fim de determinadas ajudas financeiras a seu continente de nascença. (Ok, entrego para você: a Zâmbina fica na África).
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Gabriela Silva Leite, no Roda Viva, estava maravilhosa. Ela, apesar de ser criadora da ONG Davida, é mais conhecida pela Daspu e por ter sido puta, como autodefine-se. Estudava na USP nos anos 70 e quis saber como era a vida das prostitutas. Acabou gostando e fazendo sua vida rodeada de meretrizes. Defende a regulamentação da profissão, que julga ser tão digna tanto quanto outras. Seu livro, “Filha, Mãe, Avó e Puta“, está na minha (infinita) lista-de-obras-que-quero-muito ler.
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Falando em livros, após ser infectada por Stephenie Meyer e sua quadrilogia de Crepúsculo, mergulhei nas vidas de Rob J. Coles. O Físico e o Xamã não saem de minhas maõs, olhos e pensamento – o que não é pouca coisa, já que Edward e Bella são personagens meio.. fixos, se é que você, fã de Twilight, me entende. Mérito de Noah Gordon.
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Preenchendo fichas e fichas e páginas e páginas de estágios na internet. Se alguém nunca se sentiu meio “nunca-vão-ler-isso”, levante a mão e junte-se ao clube. Não custa tentar, né? ;)
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E sim. Estou indignada com a abolição, ops, com o fim da obrigatoriedade do diploma para jornalistas. O ensino superior precisa de reformas (jura? nem dava para perceber!!), mas acabar com o diploma não resolve a situação. Informação é coisa séria, e o mínimo que se pode esperar é uma formação superior. Ali, o futuro periodista poderá refletir sobre sua profissão, ampliar sua mente com opiniões alheias e, claro, estudar a fundo o que fará quando tornar-se um foca.
Eu tenho milhões de assuntos para escrever. Minha loucura, sempre constante, não deixa meus pensamentos refrearem-se nem por um só segundo. Eu poderia começar pela felicidade pontual de poder usar acentos novamente. Por andar pelas ruas da minha cidade, sentir o sol brasileiro. Ver o rosto de pessoas queridas, e ver que eu, inacreditavelmente, fiz falta.
Também poderia colocar aqui todas as mudanças que eu demorei a perceber em mim mesma. Como eu voltei de uma forma… diferente. Melhor? Pior? Também poderia escrever sobre minha procura a um juiz para me dizer isso. Alguém que visse minha alma, e entendesse minha loucura.
Mas duas semanas já se passaram desde que eu cheguei. Washington, New York… Tudo já faz parte de um sonho distante, tão conflitante com essa realidade tão indesejada.
Ou seja, em uma forma mais direta: não estou pronta para escrever. Às vezes tenho que lembrar que isso é um blog, e que outros olhos além dos meus leem. E se eu publicasse aqui tudo, mas tudo mesmo, muitas lágrimas iriam rolar, muita gente sairia magoada. Pura incompreensão, claro.
Até lá, eu só tenho que continuar respirando. Em milhares de momentos da minha vida, foi esse ato, aparentemente tão insignificante, that kept me alive.
Sao exatamente 07 e 35 da manha. Meu onibus para Nova York sai exatamente as 10, entao vou sair do predio as 8 em ponto.
Por isso, nao tenho muito tempo para escrever tudo o que tinha pensado. Quinze semanas em Washington… Quem imaginou que eu sobreviveria? Nem eu mesma acredito.
Em poucas palavras: saudades de algumas pessoas, alivio por nao ter mais que conviver com algumas delas, alegria de ir a NY e medo do futuro (incerto?) que me espera no Brasil.
Posso fazer um pedido? Reze por mim, deseje boa sorte. E canalize tudo isso para minha bagagem: porque eu tenho certeza que vai estourar. Sabe aquela historia de Arquimedes: “Dois corpos nao ocupam o mesmo lugar no espaco”? Entao. Tenho certeza que eu fiz um milagre fisico, mas acho que nao vai durar muito.
Entao, ate mais, au revoir, see you soon!
ps: adoraria escrever mais aqui, mas vai ficar dificil essa semana. Alem de nao saber quando acessarei um computador novamente, pretendo sugar o maximo possivel da Big Apple. Prometo tentar recompensar quando chegar em sampa, beleza? ;)
ps2: comprei ontem o Breaking Down, o quarto livro da serie Twilight. Adivinha o que eu fazer durante a viagem no onibus? Quatro horas vao passar voando…. hehehe
Eu avisei que estaria fissurada em Twilight nesses proximos dias, entao adivinha sobre o que eu vou falar?
Nao, nada de spoilers. Nao vou falar dos personagens, nem de suas historias. Minha preocupacao eh outra.
Sera que eh normal alguem ficar assim por causa de algumas centenas de paginas da mesma forma que estou agora????
Juro que estou quase ficando louca. Ontem, depois de uma baita chuva, vento forte e tremendo de frio, cheguei em casa e meu corpo implorando por um banho quente e uma caneca de cha.
Mas minha cabeca venceu. Consegui me distrair por 2 minutos, o tempo exato para o preparo de um capuccino. Peguei o copo, o livro, e me ajustei na cadeira dura e desconfortavel da sala.
E la fiquei, das 10pm ate as 3am. Quase sem piscar, quase sem respirar. Esqueci todas as dores, meu pensamento so se dirigia aquelas letras.
Mesmo com alguns spoilers que minha roomate acabou soltando, tentei nao me abalar. E assim, em plena madrugada de terca-feira, eu terminei Eclipse, o terceiro da saga.
Foram cerca de 1792 paginas em ingles lidas em uma semana exata, paginas lidas como poucas vezes o fiz. O merito, claro, fica para Stephenie Meyer, a autora.
Gracas a Deus, ainda tem mais um, o ultimo. Nao prometo, mas tenho certeza que se eu comeca-lo pela manha, vou passar o dia inteiro, ate o final. Alias, separei sexta-feira justamente para isso. Quero ir a New York descancada, com a cabeca no lugar e conseguindo respirar.
Agora que ja acabei, eu deixo vai: pode me chamar de louca, por que eu sei que estou ficando doidinha! hehe
Todos os dias, fico rodeada de assuntos que poderiam passar por aqui. Cada passo, cada pensamento daria para transformar-se num post.
Sempre tenho varias ideias, e em geral comeco um texto sabendo seu final.
Mas minha mente parou – de respirar, pensar, imaginar. Esqueci todos os assuntos sobre os quais gostaria de compartilhar aqui. Vai parecer ridiculo, eu sei, mas pelo menos estou sendo sincera. Da um credito, ne?
Ando nas ruas parecendo uma louca, lendo ate chegar a porta. Acordo, e mesmo antes de minhas maos conseguirem se mexer, eu ja estou virando paginas. Nem estou pensando que daqui a uma semana estarei em NY.
Twilight. New Moon. Ai no Brasil: Crepusculo. Lua Nova.
Se voce nao sabe do que se trata, usa o bom e velho google ou fica mais esperto enquanto ve TV e anda nas ruas. Porque todo mundo sabe o que eh isso.
Enfim. So para avisar que vai ser dificil postar enquanto eu nao terminar os outros dois.
E quando eu for mãe, e segurar minha cria pela primeira vez nos braços, só vou ter um pedido a Deus.
Eu não saberei se aquela criatura será feliz, se ela vai gostar mais de abacate ou de morango amassado com açúcar.
Tenho certeza que vou temer cada momento que ela não estiver perto de mim, imaginando os apuros que poderá passar, e em quantas esquinas poderá se perder.
Enquanto segurar meu bebe, ainda sujo do meu próprio sangue, vou olhar ao meu redor para encarar médicos e enfermeiras, e imaginar como meu filhote vai seguir o caminho da vida.
E eu só vou ter um pedido a Deus.
Vou implorar ao Cara lá de cima que eu consiga ser pelo menos metade do que meu pai foi para mim.
Que eu consiga fazer meu filho feliz o quanto o papai me fez feliz.
Vou rezar pedindo que minha cria sinta o mesmo orgulho de mim da mesma forma que sinto pelo meu pai.
Ele, que tantas e tantas vezes foi a minha única certeza, a minha única metáfora de como deve ser Deus, um verdadeiro pai.
Vou ajoelhar e falar com Deus. Que eu saiba mostrar ao meu bebe que a vida sempre vale a pena, que o bom sempre vence o mau, e que, no fim, tudo ficara bem.
Porque foi isso que eu aprendi com meu pai.
E quando eu completar 50 anos, vou lembrar do 5 de Maio de 2009. E vou lembrar que de todos os lugares do mundo que eu gostaria de estar, só há um:
Ao lado do meu pai, para dizer o quanto eu o amo e o quanto seus 50 anos de vida fizeram feliz milhares de pessoas.
E depois que eu sair da sala de parto, e esperar pelas flores no meu quarto, vou estar aliviada de ter feito a oração certa a Deus.
A de tentar ser tão boa quanto meu pai é.
Parabéns, papai.
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ps: para todos aqueles que sabem da minha rejeicao quanto a ter filhos, eis a explicacao. O medo de nao saber criar tao bem uma familia quanto meu pai o fez.
Well, after a week in New York, I decided to spend this week in my portfolio. Before came to Washington, I read in one of the TWC’s blogs that earlier we finished that, better for us.
My research project was about the Fifth Summit of the Americas and my perspectives. It was really interesting for me reading and writing about that living here, in DC, a city that you breathe politics.
However, my favorite parts of the Portfolio were the informational interviews. Probably because I am journalist… Who knows? Bruno Garcez and Asdrubal Figueiro, both journalist of BBC, and Miriam Brandao, from IAF, were very easy to talk with. And write an interview in English was one of the best experiences I’ve had.
Saturday I went to Atlantic City with the TWC staff and students. It was my first time in a casino, and I have to admit I didn’t like so much. Most of the people that were there seemed poor and spent time and money with gambles. Very sad, for me. The city was nice, though. Feel the water of Atlantic Ocean in other country was… cold. Very cold.
In my second last Sunday in DC, I decided go to American History Museum. And it was about exactly what the name says, so it wasn’t my favorite at all. But I went to the Natural History Museum again to make sure I had seen all, and I was glad I went: I hadn’t seen a lot of things, like the Mammals and the Soil sections.
I finished my day going to see Obama Hope’s picture at National Portrait Gallery, in Chinatown. And, finally, went to try a delicious dessert at The Cheesecake Factory. A sweet end of week.
Chega de falar um pouquinho do meu intercambio, ne? Ate eu nao estou me aguentando mais!
Como tive mais tempo livre nos ultimos meses, alimentei como nunca minha sede de leitura. A sensacao de ler um livro eh inexplicavel… No metro, onibus, fila, sentada esperando algo/alguem… Sempre da para encaixar mais algumas paginas em cinco minutos.
The Notebook eh um prato cheio para quem gosta de mela-cuecas. O livro, escrito por Nicholas Sparks, foi transformado em filme e traduzido no Brasil para “Diario de uma Paixao”. Nao se deixe enganar pelo nome tosco: vale a pena ler e ver. Eu fiz o contrario, mais ainda sim renderam boas lagrimas.
Eat, Pray Love. Dava para escrever outro livro so com minhas impressoes durante a leitura. Elizabeth Gilbert mostra que, mesmo com fraquezas e defeitos, o ser humano eh um ser incrivel. Nao, nao eh um livro de mulherzinha: recomendo tambem a marmanjos.
Sex and the City, the book. Horrivel. Talvez o pior livro que ja li em toda minha vida (ou quase la, talvez perca para o Fantasma da Opera). Comecei a amar a serie quando cheguei aqui, e o filme me surpreendeu tambem. Entao, antes de ir a New York, pensei em comecar a le-lo para entrar no clima. Mas nao: eh futil demais. Nada a ver com a seria televisiva.
Twilight. Na verdade, nao li ainda. Mas virou uma febre, e toda semana vejo alguem nas ruas lendo esse ou os outros tres da serie. Ate onde sei, eh sobre vampiros adolescentes e… Sei la. Confesso que vou comprar porque talvez me lembre Harry Potter. Alem do mais, vai ser bom para treinar o ingles (uso essa desculpa para cada livro que compro aqui).
Revolutionary Road. Tambem passado para as telonas como “Foi apenas um sonho”, com Kate Winslet contracenando com Leo Dicaprio. Paguei US$ 3 numa banca em NY. Comprei por dois motivos: a)pelo preco e b)prometi a mim mesma que iria tentar sempre ler os livros antes de ver um filme.
Leite Derramado, Chico Buarque. Ao contrario de minha ex-professora de Portugues no Ensino Medio, A-DO-RO as palavra de nosso estimado Chico. Nao sei se porque eu gosto tanto dele acabo gostando muito de seus livros, mas o cara eh o cara. Da vontade de pindurar na parede cada frase que ele escreve… Uma poesia em forma de prosa. Li em dois dias. Com certeza, o mais recomendavel da lista.
Esse post nao eh para voces. Claro, fiquem a vontade se quiserem ler. Desculpe a grosseria, mas foi a maneira mais educada que econtrei para explicar o tamanho do texto a seguir.
Como ja disse, minha memoria funciona atraves dos pensamentos e ideias que tinha em mente no momento que alguns fatos aconteceram. Mais do que imagens e fotos, lembro do passado por meio de palavras.
Portanto, neste post vou tentar recapitular minha viagem INTEIRA a New York, tentando colocar bastantes detalhes. Isso ficara um tanto quanto chato para qualquer pessoa alem de mim, portanto, nao se sinta na obrigacao de ir ate o fim. Contudo, se realmente quiser saber um pouco dessa experiencia, fiz dois videos. Fiquem a vontade.
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Querida Yohana,
Estou escrevendo isso para que nunca se esqueca de quao maravilhosa foi a sensacao de ver New York pela primeira vez. Lembra? Ja do onibus, vindo de Washington, DC, voce nao pode conter as lagrimas ao reconhecer o Empire State.
Saiu do terminal rodoviario sem nem se preocupar com enderecos e horarios. Voce so queria ver, ver, ver. Mesmo assim, depois de andar somente uma quadra e dar de cara com a Times Square, voce demorou a reconhece-la. Nao dava nem para negar que era turista: seus olhos, mesmo paulistanos, nao paravam de encarar aqueles letreiros enormes. Mesmo com um bagagem enorme nas costas, voce mal sentia seu corpo.
No dia 20 de Abril de 2009, uma segunda-feira, New York City te deu boas-vindas com uma chuva intermitente e intensa. Talvez ela queria que voce descobrisse-a aos poucos, como um bom vinho do qual se deve apreciar gole por gole.
Naquela tarde, voce e seus tios, Pedro e Ana, fizeram uma das atividades mais novaiorquinas possiveis: compras. Andaram um pouco pela Fifth Avenue e arredores. O tempo todo voce ficava olhando para todos os lados, o que causou certo incomodo no pescoco e algumas fotos. A noite, para coroar o dia, voces foram a um delicioso restaurante italiano, o L’impero.
Seu primeiro cafe da manha na Big Apple foi no Le Pain Quotidien. Voce jah conhecia o estabelecimento de Washington, mas tudo em NYC fica mais gostoso. Contudo, o mais legal daquela manha foi o bate papo com o tio Pedro e Ana.
Nessa mesma terca-feira, voce foi a famosa loja da Apple e passou em frente ao restaurante do Alain Ducasse. E como as horas voam naquela cidade, voce foi comprar ingressos na TKTS enquanto o casal foi a Century 21.
“The darkness of the music of the night…”. Confesse: voce nem esperava tanto assim do The Phantom of the Opera. Achava que seria importante ver um classico na Broadway eh soh. Mas o musical foi acontecendo, a musical te envolveu e, claro, mais uma vez, as lagrimas rolaram ao final. Bem melhor que o livro, nao?
No meio do espetaculo, voce, faminta, foi a Starbucks mais proxima. Que ficava simplesmente na Times Square. Lembra-se daquela sensacao? Quando, no mundo, voce poderia pensar “Estou tomando um chocolate da Starbucks da Times Square no intervalo do Fantasma da Opera na Broadway”. Eh uma frase com tantas palavras impossives, que voce ficava repetindo a todo momento para acreditar.
Mais um programa “eliminado”: tomar cafe na Dean & DeLuca. Na quarta, voces foram a primeira unidade do emporio, no SoHo. Aquele cheesecake… aposto que voce vai lembrar para sempre. Mais compras pela manha, ate pararem em mais um restaurante para almocar, o charmoso Mercer Kitchen.
Aquele almoco foi tao importante e representativo para voce… Como agradecer ao Tio Pedro por tudo aquilo??? Nao havia palavras, e mesmo que houvesse, voce ainda se sentiria para sempre em debito. Assim, voce lembrou de uma velha historia…
Quando voce estava na 5ª serie, voce comentou com o tio Pedro que o Moises, aquele famoso do fundao, estava enchendo seu saco por ser muito careta. Nisso, seu tio simplesmente pediu que voce apostasse com o garoto um encontro dali a 10 anos, para ver o que estariam fazendo no momento. Voce estava realizando seu sonho em New York. Nem se importava onde ele estaria naquela hora.
Durante a conversa tambem, voce finalmente percebeu que precisa ter mais objetivos. Quais sao seus proximos sonhos? What do you have to fight for?
Na ultima noite na companhia deles, bagels, salmao e cream cheese acompanhado de Sex and The City foi o programa da vez. Contudo, voce estava tao triste que eles estavam indo, mas tao triste, que resolveu sair para dar uma volta.
Voce parou naquelas escadas da Times Square e simplesmente tentou registrar aquele momento na sua mente. Registrar para nunca mais esquecer o poder de Deus, o poder da sua forca de vontade e o poder da sua familia e amigos na sua vida.
E um breve tchau e obrigado sucederam a esta noite. Para voce, palavras bastante significativas.
Melhor que qualquer breakfast, voce acordou naquela quinta-feira com uma ligacao direto de Sao Paulo. Seu amado pai fez questao de ouvir sua voz durante sua estadia em NYC, a cidade dos sonhos dele.
Eram 11 da manha e seu onibus partiria as 17h30. Voce tinha poucas horas, mas muita vontade de ver e sentir a cidade.
Em uma tacada, correu para ver a Estatua da Liberdade. Lembra-se quando saiu do metro? Olhava para todos os lados para encontra-la. Mas somente apos subir as escadas, voce pode ve-la: de longe, menor e mais bonita do que pensava.
As ruas ao redor de Wall Street lembraram-lhe as ruas do centro de Sao Paulo. Pequenas, estreitas e repletas de empresas importantes. Voce parou para agredecer numa igreja por ali e nao resistiu: jogou na loteria de Nova Iorque. Um premio de US$ 155 milhoes. Mas ainda nem conferiu o jogo, ne?
Andando por la, deu de cara com a Century 21. Nao resistiu e ficou mais tempo do que deveria. Com tanta gente e marcas, saiu de la feliz com seu primeiro oculos Calvin Klein, made in China.
Olhou para o lado e viu uma grande construcao, nao muito diferente de outras obras. “Where’s the Ground Zero, please?”, voce perguntou. “You didn’t see it? It’s right there!”, a moca da loja disse.
E ali estava. O famoso lugar onde abrigara “os dentes de sorriso mais bonitos da cidade”, como disse Elizabeth Gilbert, era nada mais que um terreno em obras. Voce nao pode conter o sentimento de tristeza de nao te visto as torres.
De volta ao Upper East Side, voce sentou numa pedra aconchegante do Central Park e olhou a seu redor. Exatamente como imaginara. Pegou seu anel-terco, rezou-o em ingles e comeu os melhores macarroons da sua vida, presente de seus queridos tios.
Nao poderia ter havido uma despedida melhor.
Voce andou da E 72st ate a W44 st olhando e tentando captar tudo a seu redor. A caminhada, que rendeu boas fotos e boas memorias, fez com que voce chegasse em cima da hora ao hotel para retirar as malas.
E de uma forma bem novaiorquinha, roubou um taxi de outra turista e foi a rodoviaria.
E foi a ultima a entrar no onibus. E com essa correria, lembrou de Sao Paulo e jah chorou de saudades de New York.
Eh assim que a gente fica quando vem a NY: com dor no pescoco, de tanto olhar em volta. A cidade eh exatamente aquilo que os filmes mostram, soh que com toneladas e toneladas de turistas. Em 24 horas aqui, vi muito mais brasileiros do que em 3 meses em Washingotn.
Hoje tomei cafe no Le Pain Quotidien, tipo um cafe frances. Bastante simpatico. Passamos pelo Frick, um “museu” com importantes obras, na maioria pinturas. Fui a loja da M & M’s e ri o tempo todo. Nem gosto tanto assim dos chocolates, mas eh tudo tao engracado!!!
E daqui a 45 minutos, comeca The Phantom of the Opera. Tenho que ir – nem tomei banho ainda. Pior: nem sei que roupa colocar. Fui!
Dia 20 de janeiro de 2009 – a primeira vez que pisei em New York. Nao estou escrevendo este post para me exibir ou gabar – mas para eu me lembrar da exata sensacao que estou sentindo agora.
Cheguei de onibus, vinda de Washington. Jah de longe pude ver o Empire State, e nao pude segurar as lagrimas que comecaram a surgir. Mais do que uma simples viagem, eh um sonho se realizando. Quantas pessoas no mundo morrem sem nunca ter conseguido realizar seus desejos??
Na saida da rodoviaria, andei uma ou duas ruas e pronto. Estava ali: a Times Square. Mesmo para uma paulistana nata como eu, suas luzes e confusao assustam.
A 5a avenida nao parece ser tao charmosa quanto pensava – a Oscar Freire ganha na ostentacao. Mas, repito: hoje foi meu primeiro dia. Talvez todas as minhas opinioes mudem completamente amanha.
Mas nao quero perder essas primeiras impressoes… A sensacao de entender porque o mundo funciona assim, e porque todos querem vir para ca. A sensacao, por enquanto, eh essa: parece que tudo que existe foi feito em funcao de NYC. Afinal, eh onde a grana esta.
A chuva nao para. Sabe as chuvas de verao? Entao. So que pior: sem interrupcoes. Torcam para que amanha esteja melhor.
Ha um tempo nao posto meus journals aqui. Por isso, segue meu 12th journal – o que me lembra que so me restam mais tres semanas em DC. Nem vou pensar nisso… hehe
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By Yohana de Andrade
On Monday, I had one my favorite experiences here in Washington, D.C. We went to the World Bank, and there, had a simulation of how to help a country to solve its problems. Inflation, corruption, HIV/AIDS epidemic… I was the principal adviser of the Minister of Finance, and could have a little taste of how the things in politics work. I just loved.
Also, in the same day, I had to explain to my classmates and Prof. Stephen about the text that I had to read. I have to talk about it – it was so special for me. Written by Amartya Sen, who received the Nobel Prize, the text was about the “new capitalism”. In summary, it said that we have to read more and ignore less the Adam Smith’s theories about capitalism, and let the state do what they have to do: take care of people, take care of public services.
The Fifth Summit of the Americas began on Friday, so I had a busy week because of that. My research is going to be about my expectations and what they really talked about during the meeting. So, to do that, I spent my nights reading reports and texts about what 34 leaders can do when they are together. Now, I just have to wait the Declaration and Plan of Action. But I already know that some countries – like Venezuela – didn’t sign the Declaration in solidarity with Cuba. This country, since 1964, has been ignored by the Organization of the American States, and didn’t go to any Summit.
The Arlington Cemetery was crowded on Saturday. Probably because the weather was so nice… I was deeply touched with the Tomb of the Unknown Soldier. And more important, for me, than see J. Kennedy’s tomb was to see how many people died during the last century… How many wars… I am sure all of us can avoid these situations.
Today, I just went to the White House. I mean, not the White House, but at least its garden. It was so beautiful… The White House Gardens and Grounds Tours happen every year, so the people can see a bit of the place. I kept thinking about Malia, Sasha and Bo playing in all that space… If every child in the world could have this, it will be just a perfect world.
Ha exatos 18 anos atras, minha mae morreu. De cancer. Eu tinha 3 anos, e minha irma iria completar 2. Minha mae, 33.
Como faco todos anos, hoje fui ao cemiterio. Mas nao fui a tumba dela – estou a milhares de quilometros do local. Entao, fui ao Arlington Cemitery, o mesmo onde estao centenas de soldados estadunidenses que lutaram em varias guerras. Os corpos de J. Kennedy e sua familia tambem estao la.
A cada meia hora, ha uma troca de guarda na Tumba dos Desconhecidos. Pessoas que morreram em guerra, mas que nunca puderam ser identificadas, sao homenageadas desta forma.
Para falar com minha mae, escolhi uma tumba alheia, de uma mulher, que parecia ser so mais uma entre um mar de lapides brancas. No fim das contas, tenho certeza que nem precisava ter ido. Ela estava ali, ao meu lado.
Segunda-feira, dia 13/04, eu e outros alunos fomos a sede do Banco Mundial. Se existe um lugar perfeito em termos de estrutura, esse lugar eh o BIRD. Enorme, da para se perder la dentro. Pessoas de lugares do mundo que voce nem imagina, todos trabalhando por um unica causa: como melhorar a vida no planeta?
Claro, fora o restaurante. Comida chinesa, da Tanzania, por que nao da Nova Zelandia? O bufe eh enorme, com dezenas de opcoes e com um preco assustadoramente barato em comparacao com qualquer restaurante da cidade.
Mas tudo isso nao eh o foco desse post. Durante toda a manha, os estudantes simularam uma situacao bastante comum: como ajudar a desenvolver um pais? Cada um de nos tinhamos um cargo (Primeiro Ministro, Ministro de Financas, Diretor da OMS, etc). E, juntos, deveriamos montar um orcamento para combater a inflacao, corrupcao, epidemia de HIV e centenas de outras questoes.
O pais era ficticio, localizado no Leste Europeu. Tinhamos cerca de 1 hora, e eu era a Principal Assistente do Ministro das Financas. Para resumir em poucas palavras a experiencia: democracia da um trabalho e tanto.
As pessoas tem prioridades diferentes, ou formas diferentes para solucionar um problema. Eu sou contra areas de livre comercio, e outros acham que esse eh o melhor caminho para sair do problema. E por ai vai…
Imagine isso num macroambiente real. Tipo… o Brasil. Tipo Sao Paulo. O alto numero de funcionarios publicos eh uma faca de dois gumes: sem eles, nada funciona, e quanto mais deles, mais a coisa fica pior. Ta confuso? Explico:
O pais ficticio estava mal de grana. Mas tinha bastante petroleo a exportar. Um empresario ofereceu uma parceria publico privada (PPP) para a construcao de pipelines, oleodutos para exportar petroleo a Russia e outros paises. Legal.
Ao mesmo tempo, nos deveriamos ter politicas ambientais, assim teriamos ajuda financeira de outras organizacoes, como o BIRD ou FMI. E isso, claro, entra em conflito com a construcao de oleodutos… O que fazer? Se ficar, o bicho pega; se correr, o bicho come! (ou sera o contrario?)
Enfim. Trabalhar com politicas deve ser estressante, frustrante e muitas vezes nao da frutos nenhum. Mas quer saber? Eu amei.
Nao, nao gosto do PSDB. “Nao gostar” eh um eufemismo, diga-se de passagem. Mas quando fui a um encontro sobre democracia e a luta contra as drogas, e vi FHC, claro que tirei uma foto.
Num passado que nao parece existir, ele foi um cara que lutou contra o sistema vigente da epoca, estudou para caramba e foi presidente do 5º maior pais do mundo. Acima de politica e ideologias, sempre ha um ser humano comum, que sonha, dorme e come como qualquer outro.
Fernando Henrique Cardoso e César Gaviria, ex-presidente da Colombia, sao co-presidentes da Comissao Latino-Americana de Drogas e Democracia. FHC leu um discurso em ingles, depois respondeu e fez comentarios na mesma lingua e deu entrevistas em espanhol (ou um portunhol nivel avancado). Interessante.
ps: fiquei meia hora esperando pela foto, e quando consegui, as duas mexicanas vieram a tira colo. Nao gostei. Cada um com seu presidente, ne?
ps: nao, nunca tiraria uma foto com o Maluf. Soh para deixar claro. Nem Sarney, Themer, etc etc etc….
Apos um longo e estressante final de semana pre-prova, essa terca-feira tem cara de sabado: tudo eh tao mais tranquilo…
Tivemos nossa primeira prova ontem, uma chamada oral. Apos os resultados serem divulgados, todos saimos para comemorar e aproveitar o clima primaveril que reina em DC.
Paises representados na mesa do bar: Canada, Estados Unidos, Mexico, Colombia, Venezuela, Brasil, Argentina, Chile e Romenia.
Conversa vai, conversa vem, ficamos cerca de duas horas descobrindo, por meio de curiosidades, esse enorme continente chamado America. E para nao ficar chato, vou colocar em topicos aqui as coisas mais legais de ontem:
1.Nao eh so o Brasil: TODOS os paises da America Latina fazem piadas sobre os argentinos. Do Mexico ao Chile, a fama dos hermanos eh a mesma: arrogantes. (Engracado foi ver a cara da Lali, a portenha da mesa, ao descobrir isso).
2. Nas escolas dos Estados Unidos e Canada, os alunos aprendem que ha 7 (SETE!!!!) continentes: “Australia”, Asia, Africa, Europa, America do Norte, America do Sul e Antarctica. Para quem nao se lembra, nos, brasileiros, e creio que a maioria da humanidade, aprendemos que ha 5 (CINCO) continentes: Oceania (ai sim, compreende Australia e Nova Zelandia), Asia, Europa, Africa e America.
3. Mexicanos e Canadenses tambem nao gostam muito de americanos. Acham-nos arrogantes.
4. A Venezuela eh um dos paises (nao sei se o unico) da America do Sul onde o futebol nao eh muito popular. Se quiser jogar bola na rua, o maximo que voce podera fazer eh jogar beisebol, a verdadeira paixao nacional.
5. Temeperaturas do inverno no Canada chegam a 40ºCelsius NEGATIVOS. Ainda existem iglus la. Um dos esportes comum por no pais, que tem apenas 30 milhoes de habitantes, eh o curling.
6. Pode ter sido um lapso de memoria de minha parte, mas eu lembrava que o Uruguai fazia parte do Brasil como Provincia Cisplatina, ate que eles conseguiram se separar. Mas ontem soube que o pais era da Argentina tambem…
7. Falando em Argentina, essa eu tenho que contar: Lali, fanatica em futebol e torcedora roxa do Boca, admitiu que os brasileiros sao melhores com a bola do que eles. Em homenagem a Lali, deixo-vos com uma piada classica de argentinos:
Um avião caiu na floresta. Restaram apenas 3 sobreviventes.Um indiano, um judeu e um argentino. Caminhando entre as árvores da grande floresta, eles encontraram uma pequena casa e pediram para passar a noite. O dono da casa disse:
- Minha casa é muito pequena, posso acomodar somente 2 pessoas, 1 terá que dormir no curral.
O indiano respondeu: – Eu dormirei no curral, sou indiano e hinduísta, necessito praticar o bem.
Após uns 30 minutos alguém bate na porta da casa. Era o indiano, que disse:
- Não posso ficar no curral, lá tem uma vaca, que é um animal sagrado, e eu não posso dormir junto a um animal sagrado. Então o judeu respondeu:
- Eu dormirei no curral, somos um muito povo humilde e sem preconceitos.
Após uns 30 minutos alguém bate na porta da casa. Era o judeu, que disse:
- Não posso ficar no curral, lá tem um porco, que é um animal impuro, eu não posso dormir junto a um animal que não seja puro. Então, o argentino, “muy putón de la vida”, aceitou dormir no curral. Após uns 30 minutos alguém bate na porta da casa.
Minha passagem pelos Estados Unidos compreende exatos 117 dias. Assim sendo, hoje estou na metade da minha viagem.
O sentimento que prevalece eh o de medo. Medo de estar perdendo alguma coisa, medo de esquecer de fazer algo, medo de nao ver o imperdivel.
Em uma das varias palestras que fui, ouvi a frase: “Aproveitem a cidade. Talvez voces nunca mais voltem”.
Eh a primeira vez que acontece isso comigo. Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina… Lugares que ja fui ao menos duas vezes, e estao pertinho de Sao Paulo. Mas Washington eh diferente. Realmente pode nao existir uma segunda vez.
Jah visitei muitos museus, andei pela cidade, passei pelo Capitolio e pela Casa Branca.
Jah fui ao McDonalds, jah comi Donuts, jah vi muitos filmes sem legenda.
Jah conversei com o povo daqui sobre varios assuntos. Jah sei qual eh a opiniao sobre o Brasil. Jah sei como as pessoas se comportam no metro.
O que mais eu poderia fazer?
Nesses 58 dias e meio que faltam, tenho algumas certezas a me espera: Cirque Du Soleil em Baltimore, New York em Abril e em Maio. So me resta criar mais certezas, mais expectativas.
Nao sei se foi por acaso, mas acordei hoje exatamente com esse trecho do U2 na cabeca: