Fiquei muito mais empolgada com as eleições dos Estados Unidos do que com as do Brasil. Sinto um tantinho de culpa por isso, mas acho que eu (e milhares de pessoas também) entramos nessa onda da Obamania. Minhas opiniões sobre ele não são muito diferentes das que aparecem por aí. Mesmo assim, ainda acho que vale um post.
Perguntei a uma amiga, que morou um ano nos EUA, o que ela achava de toda essa história. “Fiquei assustada, Yo”, ela respondeu. “É muita esperança num homem só, e ele é apenas humano”. Pura verdade. Bush foi tão ruim, tão perverso, que qualquer pessoa que o procedesse teria grandes chances de ser melhor. Ainda por cima, chega Obama, cheio de charme, simpatia. Sua raça, apesar da mídia colocá-la em destaque a todo momento, ficava ofuscada por seus discursos – que nem diziam tanta coisa assim.
Muito me disseram que McCain teria sido melhor para o Brasil. Melhor porque não é tão protecionista, defende uma economia mais aberta, globalizada. Mas isso não é justamente o que reclamamos dos estadunidenses? Que eles ficam se metendo em tudo, e que essa história de globalização é, na verdade, uma “americanização”?
Torço para que Obama seja protecionista mesmo. Que saiba cuidar de seu povo, que por mais que não pareça, também sofre, também sente fome. Que o mundo aprenda com essa crise, e que os países imperialistas – e incluo o Brasil nesse grupo – olhem mais para seu próprio umbigo.
Ouvi na CBN outro dia, o Jabor dizendo que a eleição do Obama só por possível porque o Macaco-Bush fudeu com o país de tudo quanto é jeito (claro que ele falou de um jeito mais bonitinho). E acho que concordo por ele: a necessidade de “mudança”, tão exaustivamente usada pelo Obama como um mantra da esperança, só foi possível porque os americanos (e o mundo!) não aguentavam mais aquela toupeira estúpida no poder. Se o governo Bush tivesse sido mais light e não tão ruim quanto de fato o foi, certamente o McCain ganharia disparado.
Mas uma coisa eu concordo: é esperança demais depositada num homem só. E, olha, justo na pior crise dos últimos seilaquantosanos! Vai ser difícil, viu!? Só resta ter esperança e continuar com o mantra “yes, we can; yes, we can; yes, we can…”
É bem isso mesmo que eu acho. Mais um legado péssimo de Bush, se é que ele deixou coisas boas…