Eu ainda quero terminar aquele livro, conhecer a Torre Eiffel, comer flor de sal, durmir sem ter hora para acordar. Quero andar sem medo pela minha cidade, correr sem temer dor nos joelhos, aprender a dirigir.
Não quero morrer sem ter deixado um legado, nem que seja uma receita de bolo. Cheirar flor de laranjeira. Aprender a cuidar do meu cabelo. Ter certeza de quem eu sou.
Quero morrer sabendo que não fugi de meus princípios, mas com a certeza de que fui um ser-humano flexível. Quero saber onde fica o mundo das tampas de caneta – tenho certeza que existe um só para elas.
Saber quem é Herbert Richards. Ou o segredo sobre o poder da música sobre mim, em como me acalma. Para sempre lembrar da voz do meu pai me chamando de princesa, e das risadas de minhas irmãs. Ah, ainda quero ouvir o barulhinho que o sol faz ao encontrar com o mar, às seis da tarde. Aprender a falar francês. Quero sentir mais calafrios – e que não sejam de frio.
Quero que muitas coisas aconteçam antes de eu morrer. Mas se nada der certo, juro que esqueço e tudo e aprendo a voar, como nosso amigo aí de baixo.
Quero ir ao Egito! Quero sonhar (como sonhei uma vez, criança) que estou voando com a sensação de ser real!
Vídeo e texto comoventes. =)