Na edição desta semana (nº 49), a Veja São Paulo publicou duas “matérias” que chamaram a minha atenção. Uma delas merece elogios, apesar de ser hipócrita. Trata-se da reportagem intitulada “Dou you speak Portuguese?”, da página 40. Nela, há inúmeras críticas a estabelecimentos situados aqui em São Paulo que usam a língua inglesa para informar sobre promoções, homenagens e até mesmo para dizer um simples “Não fume” (No smoking). Realmente, essa situação é rídicula – se o português, que é uma língua tão bela, é a oficial, por que não usá-la?
A outra trata-se de uma nota sobre as fofocas que rondam o casamento de Donata Meirelles e Nizan Guanaes (“Oi Dô! É verdade que você se separou?”), na página 27. Com direito a foto, a notinha trata PURA e SOMENTE das pessoas que ligam para a socialite para saber se é verdade que ela se separou. Só isso, mais nada. E aí eu me pergunto: kiko????? Quem é Donata Meirelles e o que minha vida de proletariada tem a ver com a dela? Qual a importância pública disso?
O ponto contraditório entre essas duas reportagens tem uma palavra em comum: ELITISMO. A revista sempre dá voz a uma classe social, simplesmente ignorando os outros milhões de habitantes da cidade (isso pode ser percebido até mesmo nos restaurantes presentes na parte de críticas). Diante disso, como pode ter a cara-de-pau de criticar estabelecimentos de usar o inglês? As formas de demonstrar preferência pela classe A são distintas, mas o fato é que o comportamento é o mesmo.
Ahhhh! Não gosto e não leio a Veja. Simples assim.
Pois é… A burra aqui ainda tinha esperanças sobre a revista, mas que já foram para o ralo!