Arquivo para Abril, 2009

A life divided between Before New York, and After New York

Queridos leitores,

Esse post nao eh para voces. Claro, fiquem a vontade se quiserem ler. Desculpe a grosseria, mas foi a maneira mais educada que econtrei para explicar o tamanho do texto a seguir.

Como ja disse, minha memoria funciona atraves dos pensamentos e ideias que tinha em mente no momento que alguns fatos aconteceram. Mais do que imagens e fotos, lembro do passado por meio de palavras.

Portanto, neste post vou tentar recapitular minha viagem INTEIRA a New York, tentando colocar bastantes detalhes. Isso ficara um tanto quanto chato para qualquer pessoa alem de mim, portanto, nao se sinta na obrigacao de ir ate o fim. Contudo, se realmente quiser saber um pouco dessa experiencia, fiz dois videos. Fiquem a vontade.

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Querida Yohana,

Estou escrevendo isso para que nunca se esqueca de quao maravilhosa foi a sensacao de ver New York pela primeira vez. Lembra? Ja do onibus, vindo de Washington, DC, voce nao pode conter as lagrimas ao reconhecer o Empire State.

Saiu do terminal rodoviario sem nem se preocupar com enderecos e horarios. Voce so queria ver, ver, ver. Mesmo assim, depois de andar somente uma quadra e dar de cara com a Times Square, voce demorou a reconhece-la. Nao dava nem para negar que era turista: seus olhos, mesmo paulistanos, nao paravam de encarar aqueles letreiros enormes. Mesmo com um bagagem enorme nas costas, voce mal sentia seu corpo.

No dia 20 de Abril de 2009, uma segunda-feira, New York City te deu boas-vindas com uma chuva intermitente e intensa. Talvez ela queria que voce descobrisse-a aos poucos, como um bom vinho do qual se deve apreciar gole por gole.

Naquela tarde, voce e seus tios, Pedro e Ana, fizeram uma das atividades mais novaiorquinas possiveis: compras. Andaram um pouco pela Fifth Avenue e arredores. O tempo todo voce ficava olhando para todos os lados, o que causou certo incomodo no pescoco e algumas fotos. A noite, para coroar o dia, voces foram a um delicioso restaurante italiano, o L’impero.

Seu primeiro cafe da manha na Big Apple foi no Le Pain Quotidien. Voce jah conhecia o estabelecimento de Washington, mas tudo em NYC fica mais gostoso. Contudo, o mais legal daquela manha foi o bate papo com o tio Pedro e Ana.

Nessa mesma terca-feira, voce foi a famosa loja da Apple e passou em frente ao restaurante do Alain Ducasse. E como as horas voam naquela cidade, voce foi comprar ingressos na TKTS enquanto o casal foi a Century 21.

“The darkness of the music of the night…”. Confesse: voce nem esperava tanto assim do The Phantom of the Opera. Achava que seria importante ver um classico na Broadway eh soh. Mas o musical foi acontecendo, a musical te envolveu e, claro, mais uma vez, as lagrimas rolaram ao final. Bem melhor que o livro, nao?

No meio do espetaculo, voce, faminta, foi a Starbucks mais proxima. Que ficava simplesmente na Times Square. Lembra-se daquela sensacao? Quando, no mundo, voce poderia pensar “Estou tomando um chocolate da Starbucks da Times Square no intervalo do Fantasma da Opera na Broadway”. Eh uma frase com tantas palavras impossives, que voce ficava repetindo a todo momento para acreditar.

Mais um programa “eliminado”: tomar cafe na Dean & DeLuca. Na quarta, voces foram a primeira unidade do emporio, no SoHo. Aquele cheesecake… aposto que voce vai lembrar para sempre. Mais compras pela manha, ate pararem em mais um restaurante para almocar, o charmoso Mercer Kitchen.

Aquele almoco foi tao importante e representativo para voce… Como agradecer ao Tio Pedro por tudo aquilo??? Nao havia palavras, e mesmo que houvesse, voce ainda se sentiria para sempre em debito. Assim, voce lembrou de uma velha historia…

Quando voce estava na 5ª serie, voce comentou com o tio Pedro que o Moises, aquele famoso do fundao, estava enchendo seu saco por ser muito careta. Nisso, seu tio simplesmente pediu que voce apostasse com o garoto um encontro dali a 10 anos, para ver o que estariam fazendo no momento. Voce estava realizando seu sonho em New York. Nem se importava onde ele estaria naquela hora.

Durante a conversa tambem, voce finalmente percebeu que precisa ter mais objetivos. Quais sao seus proximos sonhos? What do you have to fight for?

Na ultima noite na companhia deles, bagels, salmao e cream cheese acompanhado de Sex and The City foi o programa da vez. Contudo, voce estava tao triste que eles estavam indo, mas tao triste, que resolveu sair para dar uma volta.

Voce parou naquelas escadas da Times Square e simplesmente tentou registrar aquele momento na sua mente. Registrar para nunca mais esquecer o poder de Deus, o poder da sua forca de vontade e o poder da sua familia e amigos na sua vida.

E um breve tchau e obrigado sucederam a esta noite. Para voce, palavras bastante significativas.

Melhor que qualquer breakfast, voce acordou naquela quinta-feira com uma ligacao direto de Sao Paulo. Seu amado pai fez questao de ouvir sua voz durante sua estadia em NYC, a cidade dos sonhos dele.

Eram 11 da manha e seu onibus partiria as 17h30. Voce tinha poucas horas, mas muita vontade de ver e sentir a cidade.

Em uma tacada, correu para ver a Estatua da Liberdade. Lembra-se quando saiu do metro? Olhava para todos os lados para encontra-la. Mas somente apos subir as escadas, voce pode ve-la: de longe, menor e mais bonita do que pensava.

As ruas ao redor de Wall Street lembraram-lhe as ruas do centro de Sao Paulo. Pequenas, estreitas e repletas de empresas importantes. Voce parou para agredecer numa igreja por ali e nao resistiu: jogou na loteria de Nova Iorque. Um premio de US$ 155 milhoes. Mas ainda nem conferiu o jogo, ne?

Andando por la, deu de cara com a Century 21. Nao resistiu e ficou mais tempo do que deveria. Com tanta gente e marcas, saiu de la feliz com seu primeiro oculos Calvin Klein, made in China.

Olhou para o lado e viu uma grande construcao, nao muito diferente de outras obras. “Where’s the Ground Zero, please?”, voce perguntou. “You didn’t see it? It’s right there!”, a moca da loja disse.

E ali estava. O famoso lugar onde abrigara “os dentes de sorriso mais bonitos da cidade”, como disse Elizabeth Gilbert, era nada mais que um terreno em obras. Voce nao pode conter o sentimento de tristeza de nao te visto as torres.

De volta ao Upper East  Side, voce sentou numa pedra aconchegante do Central Park e olhou a seu redor. Exatamente como imaginara. Pegou seu anel-terco, rezou-o em ingles e comeu os melhores macarroons da sua vida, presente de seus queridos tios.

Nao poderia ter havido uma despedida melhor.

Voce andou da E 72st ate a W44 st olhando e tentando captar tudo a seu redor. A caminhada, que rendeu boas fotos e boas memorias, fez com que voce chegasse em cima da hora ao hotel para retirar as malas.

E de uma forma bem novaiorquinha, roubou um taxi de outra turista e foi a rodoviaria.

E foi a ultima a entrar no onibus. E com essa correria, lembrou de Sao Paulo e jah chorou de saudades de New York.

See you soon, sweetie”, voce disse.

Com dores no pescoco

Eh assim que a gente fica quando vem a NY: com dor no pescoco, de tanto olhar em volta. A cidade eh exatamente aquilo que os filmes mostram, soh que com toneladas e toneladas de turistas. Em 24 horas aqui, vi muito mais brasileiros do que em 3 meses em Washingotn.

Hoje tomei cafe no Le Pain Quotidien, tipo um cafe frances. Bastante simpatico. Passamos pelo Frick, um “museu” com importantes obras, na maioria pinturas. Fui a loja da M & M’s e ri o tempo todo. Nem gosto tanto assim dos chocolates, mas eh tudo tao engracado!!!

E daqui a 45 minutos, comeca The Phantom of the Opera. Tenho que ir – nem tomei banho ainda. Pior: nem sei que roupa colocar. Fui!

NYC – O coracao do mundo

Dia 20 de janeiro de 2009 – a primeira vez que pisei em New York. Nao estou escrevendo este post para me exibir ou gabar – mas para eu me lembrar da exata sensacao que estou sentindo agora.

Cheguei de onibus, vinda de Washington. Jah de longe pude ver o Empire State, e nao pude segurar as lagrimas que comecaram a surgir. Mais do que uma simples viagem, eh um sonho se realizando. Quantas pessoas no mundo morrem sem nunca ter conseguido realizar seus desejos??

Na saida da rodoviaria, andei uma ou duas ruas e pronto. Estava ali: a Times Square. Mesmo para uma paulistana nata como eu, suas luzes e confusao assustam.

A 5a avenida nao parece ser tao charmosa quanto pensava – a Oscar Freire ganha na ostentacao. Mas, repito: hoje foi meu primeiro dia. Talvez todas as minhas opinioes mudem completamente amanha.

Mas nao quero perder essas primeiras impressoes… A sensacao de entender porque o mundo funciona assim, e porque todos querem vir para ca. A sensacao, por enquanto, eh essa: parece que tudo que existe foi feito em funcao de NYC. Afinal, eh onde a grana esta.

A chuva nao para. Sabe as chuvas de verao? Entao. So que pior: sem interrupcoes. Torcam para que amanha esteja melhor.

From the World Bank to the White House

Ha um tempo nao posto meus journals aqui. Por isso, segue meu 12th journal – o que me lembra que so me restam mais tres semanas em DC. Nem vou pensar nisso… hehe

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By Yohana de Andrade

On Monday, I had one my favorite experiences here in Washington, D.C. We went to the World Bank, and there, had a simulation of how to help a country to solve its problems. Inflation, corruption, HIV/AIDS epidemic… I was the principal adviser of the Minister of Finance, and could have a little taste of how the things in politics work. I just loved.
Also, in the same day, I had to explain to my classmates and Prof. Stephen about the text that I had to read. I have to talk about it – it was so special for me. Written by Amartya Sen, who received the Nobel Prize, the text was about the “new capitalism”.  In summary, it said that we have to read more and ignore less the Adam Smith’s theories about capitalism, and let the state do what they have to do: take care of people, take care of public services.

The Fifth Summit of the Americas began on Friday, so I had a busy week because of that. My research is going to be about my expectations and what they really talked about during the meeting. So, to do that, I spent my nights reading reports and texts about what 34 leaders can do when they are together. Now, I just have to wait the Declaration and Plan of Action. But I already know that some countries – like Venezuela – didn’t sign the Declaration in solidarity with Cuba. This country, since 1964, has been ignored by the Organization of the American States, and didn’t go to any Summit.

The Arlington Cemetery was crowded on Saturday. Probably because the weather was so nice… I was deeply touched with the Tomb of the Unknown Soldier. And more important, for me, than see J. Kennedy’s tomb was to see how many people died during the last century… How many wars… I am sure all of us can avoid these situations.

Today, I just went to the White House. I mean, not the White House, but at least its garden. It was so beautiful… The White House Gardens and Grounds Tours happen every year, so the people can see a bit of the place. I kept thinking about Malia, Sasha and Bo playing in all that space… If every child in the world could have this, it will be just a perfect world.

 

18 de Abril de 1991

Ha exatos 18 anos atras, minha mae morreu. De cancer. Eu tinha 3 anos, e minha irma iria completar 2. Minha mae, 33.

Como faco todos anos, hoje fui ao cemiterio. Mas nao fui a tumba dela – estou a milhares de quilometros do local. Entao, fui ao Arlington Cemitery, o mesmo onde estao centenas de soldados estadunidenses que lutaram em varias guerras. Os corpos de J. Kennedy e sua familia tambem estao la.

A cada meia hora, ha uma troca de guarda na Tumba dos Desconhecidos. Pessoas que morreram em guerra, mas que nunca puderam ser identificadas, sao homenageadas desta forma.

Para falar com minha mae, escolhi uma tumba alheia, de uma mulher, que parecia ser so mais uma entre um mar de lapides brancas. No fim das contas, tenho certeza que nem precisava ter ido. Ela estava ali, ao meu lado.arlingtoncemetery

Brincando (e gostando) de politica

Segunda-feira, dia 13/04, eu e outros alunos fomos a sede do Banco Mundial. Se existe um lugar perfeito em termos de estrutura, esse lugar eh o BIRD. Enorme, da para se perder la dentro. Pessoas de lugares do mundo que voce nem imagina, todos trabalhando por um unica causa: como melhorar a vida no planeta?

Claro, fora o restaurante. Comida chinesa, da Tanzania, por que nao da Nova Zelandia? O bufe eh enorme, com dezenas de opcoes e com um preco assustadoramente barato em comparacao com qualquer restaurante da cidade.

Mas tudo isso nao eh o foco desse post. Durante toda a manha, os estudantes simularam uma situacao bastante comum: como ajudar a desenvolver um pais? Cada um de nos tinhamos um cargo (Primeiro Ministro, Ministro de Financas, Diretor da OMS, etc). E, juntos, deveriamos montar um orcamento para combater a inflacao, corrupcao, epidemia de HIV e centenas de outras questoes.

O pais era ficticio, localizado no Leste Europeu. Tinhamos cerca de 1 hora, e eu era a Principal Assistente do Ministro das Financas. Para resumir em poucas palavras a experiencia: democracia da um trabalho e tanto.

As pessoas tem prioridades diferentes, ou formas diferentes para solucionar um problema. Eu sou contra areas de livre comercio, e outros acham que esse eh o melhor caminho para sair do problema. E por ai vai…

Imagine isso num macroambiente real. Tipo… o Brasil. Tipo Sao Paulo. O alto numero de funcionarios publicos eh uma faca de dois gumes: sem eles, nada funciona, e quanto mais deles, mais a coisa fica pior. Ta confuso? Explico:

O pais ficticio estava mal de grana. Mas tinha bastante petroleo a exportar. Um empresario ofereceu uma parceria publico privada (PPP) para a construcao de pipelines, oleodutos para exportar petroleo a Russia e outros paises. Legal.

Ao mesmo tempo, nos deveriamos ter politicas ambientais, assim teriamos ajuda financeira de outras organizacoes, como o BIRD ou FMI. E isso, claro, entra em conflito com a construcao de oleodutos… O que fazer? Se ficar, o bicho pega; se correr, o bicho come! (ou sera o contrario?)

Enfim. Trabalhar com politicas deve ser estressante, frustrante e muitas vezes nao da frutos nenhum. Mas quer saber? Eu amei.

Eu e FHC

Nao, nao gosto do PSDB. “Nao gostar” eh um eufemismo, diga-se de passagem. Mas quando fui a um encontro sobre democracia e a luta contra as drogas, e vi FHC, claro que tirei uma foto.

eu-e-fhc

Num passado que nao parece existir, ele foi um cara que lutou contra o sistema vigente da epoca, estudou para caramba e foi presidente do 5º maior pais do mundo. Acima de politica e ideologias, sempre ha um ser humano comum, que sonha, dorme e come como qualquer outro.

Fernando Henrique Cardoso e César Gaviria, ex-presidente da Colombia,  sao co-presidentes da Comissao Latino-Americana de Drogas e Democracia. FHC leu um discurso em ingles, depois respondeu e fez comentarios na mesma lingua e deu entrevistas em espanhol (ou um portunhol nivel avancado). Interessante.

ps: fiquei meia hora esperando pela foto, e quando consegui, as duas mexicanas vieram a tira colo. Nao gostei. Cada um com seu presidente, ne?

ps: nao, nunca tiraria uma foto com o Maluf. Soh para deixar claro. Nem Sarney, Themer, etc etc etc….