
Eu tenho milhões de assuntos para escrever. Minha loucura, sempre constante, não deixa meus pensamentos refrearem-se nem por um só segundo. Eu poderia começar pela felicidade pontual de poder usar acentos novamente. Por andar pelas ruas da minha cidade, sentir o sol brasileiro. Ver o rosto de pessoas queridas, e ver que eu, inacreditavelmente, fiz falta.
Também poderia colocar aqui todas as mudanças que eu demorei a perceber em mim mesma. Como eu voltei de uma forma… diferente. Melhor? Pior? Também poderia escrever sobre minha procura a um juiz para me dizer isso. Alguém que visse minha alma, e entendesse minha loucura.
Mas duas semanas já se passaram desde que eu cheguei. Washington, New York… Tudo já faz parte de um sonho distante, tão conflitante com essa realidade tão indesejada.
Ou seja, em uma forma mais direta: não estou pronta para escrever. Às vezes tenho que lembrar que isso é um blog, e que outros olhos além dos meus leem. E se eu publicasse aqui tudo, mas tudo mesmo, muitas lágrimas iriam rolar, muita gente sairia magoada. Pura incompreensão, claro.
Até lá, eu só tenho que continuar respirando. Em milhares de momentos da minha vida, foi esse ato, aparentemente tão insignificante, that kept me alive.
Até quando, eu pergunto, dessa vez?
A gente só entende a importância de ter um blog, quando tem um. Eu digo isso, porque muitas vezes, a gente precisa de um lugar para colocar a loucura para fora. E esse espaço parece ser bem apropriado para isso. Não se preocupe com o que os outros podem pensar. Só escreva. A gente entende. E quem não entender…já não é problema nosso.
Muito boa a pintura. De quem é?
Bjos!
Interrogações…A incerteza de fazer o que “quer” com o medo dos que não entendem…dilema comum, simles, sem solução.
Ótimo o texto, mas não deixe de escrever algo por medo de desagrado…Bjs!