Eu sempre acreditei que todos os seres nascem bons e que o meio os corrompem. Determinismo puro. Mais do que isso, minha crença também envolvia que há um destino certo para todos nós, e bom destinos por sinal – basta escolher o caminho.
Alma gêmea, vida após a morte, felicidade no emprego, dinheiro não é tudo, blá blá blá.
E logo que cheguei ao Brasil, justamente após realizar meu grande sonho, desacreditei de tudo.
Comecei a achar que a vida seria mais simples se acharmos que o mundo é ruim mesmo, que a felicidade é uma utopia, que eu seria gorda forever and ever e que o ápice da vida, bem, simplesmente não há.
Se alguém já viu o filme Whisky, sabe do que estou falando. Afinal, por que cargas d’água eu iria alcançar meus objetivos, ser feliz e o escambal se ninguém consegue?
E nesses 2 meses eu me sentia perdida. Sabe, como se você mudasse de casa sem ter participado da mudança?
Não me reconhecia, não sabia mais como encarar o mundo. Minhas teorias-super-bem-formuladas-de-vida-feliz não serviam mais. E aí, que porra eu faria agora?
Trabalhar só para ganhar dinheiro? Namorar só para exibir? Ter amigos só para beber? Acreditar em Deus só para pedir?
Blah.

I´m back. Em toda minha forma feliz e utópica, muito obrigada. Vou ler Pequeno Princípe (de novo), lutar para encontrar meu (pelo menos) sapo encantado, não desistir do emprego dos meus sonhos e, o mais importante: voltar a acreditar no amor d’Ele.
ps: Espero continuar com esse bom humor pelo menos até semana que vem, quando as aulas e o trampo novo começam. Wish me luck!
Juro que não entendi.
Acabei de te mandar a resposta by email. ;)