Charme baiano
14 out 2010 3 Comentários
Estamira, Ônibus 174, Tropa de Elite 1 e 2. Filme produzidos ou dirigidos por José Padilha que eu vi e, quando percebi, senti que o cara era um gênio. Gostei de todas as obras, sem exceção. Curiosamente, o que mais me intriga é o único que eu ainda não vi: Garapa. Documentário sobre a fome no Brasil, ele simplesmente não chegou às locadoras ainda. Já rodei o Google (o que é muita coisa, vá lá), e nada. Então, o que fazer?
Falar com o próprio José Padiha, ora bolas. E foi o que eu fiz.
Antes do debate promovido pela FSP no Cine Livraria Cultura sobre o Tropa de Elite 2, ontem (13/10), vi Zé Padilha sentado e sozinho no sofá. Wagner Moura (sobre esse fofo, logo destilarei minha fila de elogios) dava entrevistas intermináveis.
Eu (nervosa): - Oi Padilha! Gostei muito do Tropa 2, mas não queria falar sobre isso. Há muito tempo estou procurando Garapa, já entrei em contato com a Zazen (a produtora dele) e nada de distribuição. Você sabe alguma coisa? Tem alguma notícia?
Padilha (rindo): Não, não sei de nada. Mas vai sair o DVD sim. A Europa (filmes) vai distribuir.
Ufaaaa…. Aqueles segundos poderiam ser usados por tantas outras coisas e pessoas, mas era Garapa que eu queria ver. Passado todo o assédio, Wagner Moura saiu de cena, Padilha deu sua entrevista e, depois, ficou num canto qualquer, como se fosse um cidadão qualquer, em plena Avenida Paulista.
Não vou falar ipsis litteris o debate. Vejam o vídeo, leiam as matérias. Cabe a mim dizer que Padilha é um cara inteligente, perspicaz e sua objetividade pode, às vezes, ser confundida com prepotência. O cara é bom, tem suas opiniões bem embasadas e sabe o que quer da vida. Não se deixa levar pelo assédio da mídia e conhece bem a raça que têm os jornalistas.
Fofo master
Wagner Moura passou a entrevista inteira vermelho. Apesar da aparente timidez – que é real – o ator estava queimado de sol, depois de passar o dia gravando, sabe-se Deus aonde. O baiano ex-jornalista é de uma inteligência e cultura palpáveis. Dá gosto de ver. Não se entusiasmou com quase nenhum comentário, muito menos com as centenas de elogios que recebeu.
O bicho pegou mesmo quando alguém da plateia escreveu a pergunta: - Vocês não acham a verba que é desviada (sic) para a Cultura deveria ser usada para atender às necessidade das classes D e E?
Meu sorriso aumentou quando W. Moura teve a mesma reação que eu: - Desvio é ótimo! Por que a cultura é sempre a corda que arrebenta quando a chapa esquenta? Por que o governo não constroi a porra do teatro e do hospital?”
Ele ainda ficou um tempinho, nitidamente mais alterado, falando sobre a importância da cultura, teatro, etc. Chegou a interromper seu digníssimo diretor para falar que as classes D e E precisam justamente de cultura.
E eu, lá na plateia, encantada de estar naquele lugar. Já tinha ido a um debate com o Padilha sobre o Tropa 1, mas, sem o charme incessante de W. Moura, hoje percebo que não foi a mesma coisa.
Estou achando que Rodrigo Santoro, outro ex-jornalista (ô raça), está perdendo seu posto de brasileiro mais sexy, na minha opinião. Já o baiano esquerdista, que votou na Marina e votará na Dilma, “mas sem entusiasmo”, está crescendo no meu conceito.
A Sandra Delgado, também jornalista (risos), é que é mulher de sorte.
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Update: o debate saiu na capa da Ilustrada, hoje, 15.10. Link para assinantes Uol / Folha.



iarinha
out 14, 2010 @ 22:01:46
Adorei o título. Sou fã desse baiano e do charme dele, é claro. Hahahahaha!
iarinha
out 20, 2010 @ 21:27:32
Tô passando só pra dizer que adorei a visita no blog e convidá-la para voltar mais vezes. Pena que não estou atualizando muito, mas voltarei quando terminar o período de provas (essa é minha desculpa para tudo ultimamente, rs). Beijo!
yohanandrade
out 21, 2010 @ 11:00:27
Obrigada querida!!
Claro que vou passar lá. ;)
Eu não tenho mais essa desculpa de provas, trabalhos, etc.
Demoro para atualizar o meu por não ter vergonha na cara mesmo. rsrsrsr
Boa sorte!!
beijos!