Porque, no fim das contas, eu amo escrever
19 dez 2011 Deixe um comentário
Por mais clichê que possa ser, Steve Jobs deve estar certo. Em seu famoso discurso em Stanford, ele fala sobre como somente no futuro a gente consegue ligar os pontos e enxergar com clareza o que fizemos em nossa vida.
No momento, eu ainda estou desenhando esses pontos.
Além de ter começado a trabalhar em uma empresa super bacana esse ano, eu resolvi trabalhar diversificar mais: por que não escrever sobre outros assuntos aos quais eu também me interesso?
Aí, após feriados e finais de semana em frente ao pc, duas histórias deram ótimos resultados.
Fiz minha estreia como a mais nova correspondente brasuca da Women News Network com “BRAZIL: Do deceptive medical birth procedures de-humanize women?“, sobre a violência e abusos que milhões de mulheres enfrentam na hora do parto.
Nem preciso dizer o quão interessante foi escrevê-la, apesar da tristeza que foi descubrir dados e casos. Meu objetivo foi mostrar que existem vários tipos de violência que uma grávida pode sofrer, a começar pela falta de informação oferecida pela equipe médica.
Outro ponto positivo também foi minha estreia como a mais nova colaboradora brasileira para o ótimo Global Voices. Com a ajuda da Sara Moreira, minha editora portuguesa, pude escrever “Brasil: Quantas Vidas Custam as Terras de Guaraní Kaiowá?“, sobre o genocídio que está acontecendo em pleno século XXI contra a comunidade indígena Guarani Kaiowá. Outra história tão depressiva quanto importante.
Apesar de adorar estar começando coisas novas, eu ainda não sei quais serão os resultados de tudo isso. Mas tenho a sensação de que depois de ligar os pontos, tudo vai fazer sentido. =)


